Ao menos 142 prefeituras do Rio Grande do Sul enfrentam risco de interrupção no funcionamento de serviços essenciais em função da escassez de diesel— o equivalente a quase 30% dos 497 municípios do estado.
O levantamento é da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). Segundo a entidade, prefeitos têm sido obrigados a priorizar áreas críticas, como o transporte de pacientes na saúde, enquanto obras e atividades que dependem de maquinário já começam a ser suspensas.
A falta de combustível também afeta o campo. Na semana passada, entidades do agronegócio gaúcho relataram dificuldades para garantir diesel para a colheita.
Diante do cenário, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou ter recebido relatos pontuais de dificuldade na compra do combustível por produtores no estado, mas afirmou que os estoques são suficientes para garantir o abastecimento.
A agência também abriu uma investigação para apurar a formação de preços e as condições de distribuição do diesel no Rio Grande do Sul.