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Eleições 2026: quem são os candidatos ao governo do Amapá?

Amapá tem cinco candidatos ao governo em 2026, entre eles o atual governador Clécio Luís e o ex-prefeito de Macapá Dr. Furlan. Veja quem são, as propostas e quando vai ser a eleição.

Eleições Amapá: cinco candidatos disputam a cadeira de governador no estado

Eleições Amapá: cinco candidatos disputam a cadeira de governador no estado

Diandra Guedes
Diandra Guedes

Colaboradora

Publicado em 19 de agosto de 2026 às 10h22.

Última atualização em 21 de agosto de 2026 às 21h07.

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O Amapá vai às urnas em 2026 para decidir quem vai comandar o Palácio do Setentrião, caso do governador, pelos próximos quatro anos. Com o fim do prazo de registro de candidaturas na Justiça Eleitoral, em 15 de agosto, ficou definida a lista de cinco nomes que vão disputar o governo estadual.

O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 acontece no dia 4 de outubro. Caso nenhum candidato receba mais da metade dos votos válidos, um segundo turno é realizado em 25 de outubro, segundo o calendário eleitoral divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Além do governo do estado, os eleitores amapaenses também votam para presidente e vice-presidente da República, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais.

Segundo dados consolidados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) e divulgados pelo TSE em julho, o estado tem 577.534 pessoas aptas a votar em 2026, um crescimento de aproximadamente 1,1% em relação às eleições municipais de 2024.

A disputa pelo governo reúne o atual governador Clécio Luís (União Brasil), que tenta a reeleição, e o ex-prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD), que renunciou ao cargo para concorrer pela primeira vez ao Executivo estadual. Completam a lista Carlos Cley (PSTU), Jairo Palheta (PCO) e Marcos Reátegui (Democracia Cristã).

Entre os temas que devem dominar o debate eleitoral no estado estão a segurança pública, a saúde, a educação e o novo ciclo econômico aberto pela descoberta de petróleo na Margem Equatorial, além da chamada sociobioeconomia, modelo de desenvolvimento baseado no uso sustentável da floresta amazônica que passou a orientar parte dos investimentos do governo estadual.

Quem são os candidatos ao governo do Amapá:

  • Carlos Cley (PSTU)
  • Clécio Luís (União Brasil)
  • Dr. Furlan (PSD)
  • Jairo Palheta (PCO)
  • Marcos Reátegui (Democracia Cristã)

Propostas dos candidatos ao governo do Amapá

Veja quem são os cinco candidatos ao governo do Amapá em 2026, em ordem alfabética.

Carlos Cley (PSTU)

Carlos Cley Ramos Paiva tem 54 anos, nasceu em Belém (PA) e trabalha como motorista de aplicativo e rodoviário em Macapá.

Foi diretor do Sindicato dos Rodoviários (Sincottrap) entre 2002 e 2012 e é filiado ao PSTU desde 2000. Essa é a primeira candidatura de Cley ao governo do Amapá.

Como representante de um partido de esquerda socialista, a candidatura se apoia na defesa da classe trabalhadora, com pauta voltada a direitos trabalhistas, transporte público e valorização do funcionalismo, linha histórica do PSTU nas disputas estaduais.

Clécio Luís (União Brasil)

Atual governador do Amapá desde 2023, Clécio Luís Vilhena Vieira tem 54 anos, é geógrafo e professor formado pela Universidade Federal do Amapá. Nascido em Belém (PA), construiu a carreira política em Macapá, onde foi vereador e prefeito por dois mandatos antes de ser eleito governador em 2022.

Migrou do Solidariedade para o União Brasil em janeiro de 2026 e mantém o atual vice-governador, Teles Júnior (PDT), como companheiro de chapa na busca por um novo mandato.

A campanha de Clécio Luís tem como prioridades declaradas a saúde, a educação, a infraestrutura, a segurança pública e o desenvolvimento econômico.

O governo destaca como marcas da gestão a ampliação da rede hospitalar, a retomada de obras paralisadas e o Plano Estadual de Apoio à Sociobioeconomia (Peas), lançado durante a COP30 e voltado ao fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis na floresta amazônica.

Outro ponto central da candidatura é a articulação para instalar a Petrobras no estado e aproveitar a descoberta de hidrocarbonetos na Margem Equatorial, que o governador apresenta como uma nova fronteira de emprego e renda para a população amapaense.

Dr. Furlan (PSD)

Antônio Paulo de Oliveira Furlan, o Dr. Furlan, tem 53 anos, nasceu na Costa Rica e é médico cirurgião cardiovascular.

Radicado no Amapá há décadas, foi deputado estadual entre 2015 e 2020, depois eleito prefeito de Macapá em 2020 e reeleito em 2024.

Renunciou à Prefeitura em 2026 para concorrer, pela primeira vez, ao governo do estado, com a deputada estadual Luciana Gurgel (PL) na vice.

A candidatura reúne uma coligação com PSD, PL, Novo e Podemos. Segundo o próprio partido, os principais eixos do plano de governo giram em torno de saúde, educação, infraestrutura, geração de emprego e renda, segurança pública, desenvolvimento econômico, assistência social e fortalecimento dos municípios do interior amapaense.

A coligação também lançou Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD) como candidatos ao Senado na mesma chapa.

Jairo Palheta (PCO)

Natural do Amapá, Jairo Palheta da Silva Marques tem 47 anos e é formado em Tecnologia da Mineração pelo Instituto Federal do Amapá (Ifap).

Atua em movimentos sociais, como a Frente Nacional de Lutas (FNL) e o Morada Legal, voltado à regularização fundiária em áreas urbanas. Já concorreu a deputado federal e a vice-prefeito de Macapá e disputa pela segunda vez o governo do estado.

Como candidato do PCO, partido de esquerda revolucionária, a campanha de Palheta segue a linha histórica da legenda, com discurso voltado à moradia, aos direitos dos trabalhadores e à crítica às gestões anteriores no estado.

Marcos Reátegui (Democracia Cristã)

Marcos José Reátegui Souza tem 65 anos, nasceu em Macapá e atua como procurador público e delegado da Polícia Federal. Foi deputado federal pelo Amapá entre 2015 e 2019 e volta à disputa eleitoral agora como candidato ao governo do estado pela Democracia Cristã (DC).

A candidatura de Reátegui se apoia na experiência do candidato na segurança pública e na atuação jurídica, com discurso voltado ao combate à criminalidade e à gestão administrativa do estado.

Como está a campanha no Amapá?

A propaganda eleitoral no Amapá, assim como no restante do país, começou oficialmente em 16 de agosto, um domingo, conforme o calendário do TSE. No primeiro dia liberado para atos de campanha, os dois principais candidatos concentraram esforços em mobilizações pelo estado.

Clécio Luís escolheu Santana, cidade vizinha a Macapá, para abrir a campanha à reeleição com uma caminhada pelas ruas do município.

O governador programou mobilizações simultâneas em outros municípios do estado: o senador Davi Alcolumbre participou de um ato em Mazagão, o vice-governador Teles Júnior esteve em Oiapoque, e os candidatos ao Senado aliados à campanha, Randolfe Rodrigues e Alliny Serrão, percorreram Porto Grande e Laranjal do Jari, respectivamente.

Durante a caminhada em Santana, o governador citou a descoberta de hidrocarbonetos na costa do Amapá como uma das principais apostas para o desenvolvimento econômico do próximo mandato.

Dr. Furlan, por sua vez, iniciou a campanha com uma caminhada pelo bairro Novo Horizonte, na Zona Norte de Macapá, ao lado dos candidatos ao Senado de sua coligação, Rayssa Furlan e Lucas Barreto.

Nos dias seguintes, a agenda do candidato seguiu concentrada em caminhadas por bairros de Macapá e Santana, caso da mobilização programada para os bairros Central, em Santana, e Zerão, em Macapá.

Levantamentos de intenção de voto feitos por institutos privados e registrados no sistema de pesquisas da Justiça Eleitoral (PesqEle) do TSE têm mostrado Dr. Furlan à frente na disputa.

Uma pesquisa da Real Time Big Data, divulgada em 24 de julho, apontou Furlan com 66% das intenções de voto contra 30% de Clécio Luís, em cenário estimulado apenas com os dois principais nomes.

Um levantamento da Paraná Pesquisas também indicou o ex-prefeito de Macapá na liderança da corrida eleitoral. Vale lembrar que pesquisas eleitorais são fotografias de um momento específico da campanha e podem mudar até outubro.

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