27 chapas compostas por governadores e vices serão definidas em 2026 (Pedro Zambarda/EXAME.com)
Publicado em 19 de janeiro de 2026 às 11h48.
As eleições de 2026 vão definir, entre outros cargos, o próximo governador de São Paulo pelos próximos quatro anos.
O primeiro turno está marcado para domingo, 4 de outubro. Caso seja necessário, o segundo pleito será realizado no dia 25 do mesmo mês.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mais de 150 milhões de eleitores devem ir às urnas este ano.
O atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou, em mais de uma oportunidade, que disputará a reeleição.
Caso Tarcísio dispute a presidência da República, nomes como Ricardo Nunes (MDB), Felício Ramuth (PSD) e Gilberto Kassab (PSD) são aventados como possíveis candidatos na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.
No campo oposicionista, os nomes aventados para a disputa são o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e a deputada federal, Erika Hilton (PSOL).
Conheça o perfil dos cotados:
Atual governador do estado, Tarcísio afirma que disputara a reeleição. O chefe do executivo paulista também é apontado como um possível presidenciável. Tarcísio foi Ministro da Infraestrutura entre 2019 e 2022 durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), Prado é um dos cotados para sucessão de Freitas, caso ele concorra ao Palácio do Planalto. Análises apontam que ele deve concorrer apenas se o representante dos Republicanos optar por não tentar a reeleição.
Com a saída de Guilherme Boulos para o cargo de Secretário-Geral da Presidência, Erika é uma das principais apostas do PSOL para o governo do estado. Em 2020, ela foi a vereadora mais votada do país e, atualmente, atua como deputada federal.
Haddad foi Ministro da Educação de 2005 a 2012 e prefeito de São Paulo entre 2013 e 2016. Ele também concorreu à presidência em 2018 e ao governo de São Paulo em 2022, derrotado por Tarcísio.
No terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele ocupa o cargo de Ministro da Fazenda. Haddad já negou a possibilidade de disputar o cargo, mas disse que se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitar, ele pode concorrer ao cargo.
Ramuth trabalha ao lado de Freitas como vice-governador do estado de São Paulo. Caso tente a reeleição, Ramuth deve permanecer como vice de Tarcísio Freitas. Em outro cenário, o administrador poderia tentar concorrer como líder da chapa.
Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e vice-presidente, Alckmin, assim como Ramuth e Freitas, deve permanecer na chapa de Lula.
Porém, é possível que o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) avaliem uma eventual candidatura de Alckmin ao governo de São Paulo. No passado, ele ocupou cargo de gestor do estado de 2001 a 2006 e de 2011 a 2018.
Secretário de Governo e Relações Institucionais do estado de São Paulo e presidente nacional do Partido Social Democrático (PSD), Kassab pode disputar o cargo caso Tarcísio opte por disputar a presidência da República.
Ele foi deputado federal de 1999 a 2005, vice-prefeito de São Paulo entre 2005 e 2006 e prefeito da capital de 2006 a 2012.
O deputado federal é mais um dos candidatos que pode tentar a eleição para governador de São Paulo no cenário em que Tarcísio concorre à Presidência da República. Derrite também ocupou o cargo de Secretário de Segurança de São Paulo entre 2023 e 2025. Ele é pré-candidato ao Senado.
França ocupa o cargo de Ministro do Empreendedorismo, mas já foi governador de São Paulo, substituindo Alckmin quando ele deixou o cargo para concorrer a presidência em 2018. No mesmo ano, o ministro tentou se reeleger, mas perdeu para João Doria.
Prefeito de São Paulo eleito em 2024, Nunes pode concorrer ao governo estadual caso Tarcísio de Freitas dispute a Presidência da República. Em 2020, ele foi eleito vice-prefeito de Bruno Covas (PSDB) e assumiu o executivo municipal em 2021, após o falecimento de Covas.
Os governadores são os chefes do Poder Executivo e têm como responsabilidade gerir as políticas estaduais de saúde, segurança pública e educação.
Eles também devem cuidar da relação da unidade federativa com o governo federal.
Cada estado elege seu candidato, resultando em 27 chapas compostas pelos governadores e seus vices.
Além dos governadores para os estados e o Distrito Federal, a eleição também define: