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Desfile de Carnaval no Rio: Anac notifica Portela por drone na Sapucaí

Agência cobra explicações após escola usar equipamento para transportar integrante durante apresentação no primeiro dia do Grupo Especial

Portela: membro da escola se apresenta durante o desfile na Sapucaí (Buda Mendes/Getty Images)

Portela: membro da escola se apresenta durante o desfile na Sapucaí (Buda Mendes/Getty Images)

Publicado em 17 de fevereiro de 2026 às 11h17.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) notificou a Portela e a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) após a escola usar um drone capaz de transportar uma pessoa durante o desfile na Marquês de Sapucaí.

O ofício foi enviado na segunda-feira, 16, e a agremiação terá dez dias para prestar esclarecimentos sobre o equipamento e a operação.

O drone integrou a coreografia da comissão de frente. Um integrante foi conduzido em voos de cerca de 40 segundos sobre a estrutura cenográfica e os demais bailarinos. O dispositivo foi acionado quatro vezes ao longo da apresentação.

O que diz a Anac

Em nota, a agência afirmou "que é proibido transportar pessoas, animais e artigos perigosos usando drones. O equipamento não foi desenvolvido para essa finalidade e pode causar acidentes, inclusive, fatais.”

A Anac destacou que o uso de drones segue o RBAC-E nº 94, norma que regula aeronaves não tripuladas no país. Segundo o órgão, “o operador de drones precisa respeitar uma distância mínima de 30 metros horizontais e o piloto não pode, em hipótese alguma, colocar vidas em risco”.

A regra permite exceção caso exista “barreira mecânica suficientemente forte para isolar e proteger as pessoas não envolvidas na eventualidade de um acidente”. No entanto, a agência afirmou: “Entretanto, não foi o que se viu na Marquês de Sapucaí na madrugada desta segunda-feira.”

A Anac informou ainda que solicitou detalhes sobre o modelo do equipamento, número de série, comprovação de registro e dados do piloto remoto. “A Portela tem dez dias para encaminhar as informações”, declarou o órgão.

Desfile e mudança na equipe

A performance fez parte do enredo “O mistério do príncipe do Bará — a oração do negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”, inspirado em uma fábula do Batuque.

Após um desfile descrito como “caótico”, com problemas no último carro alegórico e chegada conturbada à dispersão, a Portela confirmou que o carnavalesco André Rodrigues pediu demissão. A saída ocorreu em comum acordo. O substituto ainda não foi anunciado.

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