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Morre Jesse Jackson, defensor dos direitos civis nos EUA

Pastor e aliado de Martin Luther King, ativista disputou a presidência dos EUA nos anos 1980 e atuou como mediador internacional e enviado especial para a África

Reverendo Jesse Jackson: o ativista dos direitos civis dos Estados Unidos morreu nesta terça-feira, 17, aos 84 anos (Tim SLOAN/AFP)

Reverendo Jesse Jackson: o ativista dos direitos civis dos Estados Unidos morreu nesta terça-feira, 17, aos 84 anos (Tim SLOAN/AFP)

Publicado em 17 de fevereiro de 2026 às 10h35.

O reverendo Jesse Jackson morreu nesta terça-feira, 17, aos 84 anos, segundo comunicado da família. Um dos principais nomes do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos, ele foi aliado de Martin Luther King nos anos 1960 e ampliou o espaço político para afro-americanos ao longo de décadas de atuação.

Ao anunciar a morte, os familiares afirmaram que "sua fé inabalável na justiça, na igualdade e no amor inspirou milhões de pessoas".

Também destacaram: "Nosso pai foi um líder servil, não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os que não têm voz e os ignorados de todo o mundo".

A causa da morte não foi informada. Em 2017, Jackson revelou que tinha doença de Parkinson.

Quem foi Jesse Jackson?

Pastor batista e orador reconhecido, participou de momentos centrais da luta por igualdade racial. Esteve em Memphis em 1968, quando Martin Luther King foi assassinado.

Décadas depois, acompanhou a família de George Floyd após o veredicto que condenou o policial Derek Chauvin e declarou: "A luta pela igualdade é um longo combate neste país".

Jackson também disputou a indicação presidencial pelo Partido Democrata em 1984 e 1988, tornando-se o afro-americano mais proeminente a buscar a Casa Branca antes de Barack Obama.

Na convenção de 1984, afirmou: "Meus eleitores são os desesperados, os condenados, os deserdados, os ignorados, os desprezados". Em 1988, defendeu união em torno de uma "base comum".

Fundou a organização PUSH (Pessoas Unidas para Salvar a Humanidade), em 1971, e a Coalizão Nacional Arco-Íris, nos anos 1980. As duas entidades se uniram em 1996.

Atuou ainda como mediador internacional, defendendo o fim do apartheid na África do Sul e exercendo o cargo de enviado especial para a África no governo Bill Clinton.

Participou de negociações para libertar reféns e prisioneiros americanos na Síria, no Iraque e na Sérvia.

Nascido em 8 de outubro de 1941, na Carolina do Sul, teve infância marcada por dificuldades. “Não nasci com uma colher de prata na boca. Era uma pá o que estava previsto para minhas mãos", disse certa vez. Ele deixa a esposa e seis filhos.

*Com informações da AFP

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