Brasil

Motta diz que iniciará tramitação de PEC que acaba com a escala 6x1

Segundo o presidente da Câmara, após a análise do texto na CCJ, será formada uma comissão especial na Casa para discutir a proposta

Hugo Motta: presidente da Câmara dos Deputados (Carlos Moura/Agência Senado/Divulgação)

Hugo Motta: presidente da Câmara dos Deputados (Carlos Moura/Agência Senado/Divulgação)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 14h25.

Última atualização em 9 de fevereiro de 2026 às 15h15.

Tudo sobreDireitos trabalhistas
Saiba mais

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, declarou nesta segunda-feira, 9, que encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim do modelo de jornada 6x1, ou seja, seis dias de trabalho seguidos por um de descanso.

Segundo o deputado, após a análise de constitucionalidade na CCJ, será formada uma comissão especial na Casa para discutir o conteúdo do texto. Ele destacou que “todos os setores serão ouvidos com equilíbrio e responsabilidade para entregar a melhor lei para os brasileiros”.

Escala 6x1: entenda o que muda com PEC aprovada em comissão do Senado

"Encaminhei à CCJ a PEC que trata da redução da jornada de trabalho 6x1, da deputada
Ericka Hilton (PSOL-SP), e apensei a proposta do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG)", explicou o presidente da Câmara.

E acrescentou: "Após a CCJ, será criada uma Comissão Especial para o debate amplo da PEC. Vamos ouvir todos os setores com equilíbrio e responsabilidade para entregar a melhor lei para os brasileiros. O mundo avançou, principalmente na área tecnológica, e o Brasil não pode ficar para trás">

O que prevê a PEC?

O texto que propõe o fim da jornada 6x1 e será avaliado pelos deputados é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada por Erika Hilton (PSOL-SP), à qual foi apensada uma proposta semelhante de Reginaldo Lopes (PT-MG).

Ambas as PECs propõem alterações no artigo 7º da Constituição Federal, estabelecendo uma jornada máxima de 36 horas semanais. Essa carga horária poderá ser distribuída de acordo com a organização do empregador, desde que respeitado o limite diário de oito horas de trabalho.

Escala 6x1 concentra maior sobrecarga de horas extras, diz estudo

Na proposta de Lopes, a jornada poderia seguir o formato 5x2, com sete horas diárias, especialmente em setores como o bancário. Já no texto de Erika Hilton, a sugestão é de uma jornada concentrada em quatro dias de trabalho por semana.

O fim do modelo de jornada 6x1 está entre as prioridades da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O tema deve ser incluído na agenda do governo nos próximos meses, com expectativa de repercussão positiva junto ao eleitorado. A avaliação no Palácio do Planalto é de que a proposta possui forte apelo popular e pode influenciar o cenário eleitoral de outubro.

Acompanhe tudo sobre:Escala de trabalhoDireitos trabalhistasGoverno LulaHugo Motta

Mais de Brasil

TSE proíbe disseminação de conteúdo feito por IA 72 horas antes das eleições

Flávio começa a atuar como advogado de Jair Bolsonaro em processo de trama golpista

Papa Leão XIV nomeia novo arcebispo de Aparecida

Marília Arraes se filia ao PDT para concorrer ao Senado em Pernambuco