Repórter
Publicado em 10 de setembro de 2026 às 07h06.
RESUMO | Os empregados da Caixa Econômica Federal entram em greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira, 10, após rejeitarem a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. O principal impasse da greve da Caixa é o Saúde Caixa, cujo aumento nas contribuições foi rejeitado por cerca de 90% dos votos, segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
Os empregados da Caixa Econômica Federal entram em greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira, 10, após rejeitarem a proposta do banco para renovar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). As negociações foram retomadas na quarta-feira, 9, mas terminaram sem acordo.
Uma nova rodada está prevista para a manhã desta quinta. A paralisação, no entanto, está mantida até que os trabalhadores sejam convocados para novas assembleias e decidam sobre uma eventual proposta.
O principal ponto de divergência é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. A proposta apresentada pelo banco foi rejeitada em assembleias realizadas no início de setembro.
Atualmente, os empregados pagam 3,5% do salário-base pelo plano, além de R$ 480 por mês por dependente. Para dependentes entre 24 e 27 anos, o valor é de R$ 800.
A proposta da Caixa previa elevar a contribuição sobre o salário-base para 5,5%. O valor mensal por dependente passaria a R$ 870 e, para dependentes na faixa de maior cobrança, a R$ 1.050.
Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, cerca de 90% dos votos nas assembleias rejeitaram a proposta. A entidade afirma que o Saúde Caixa foi o principal motivo da resistência dos empregados.
Além do plano de saúde, os trabalhadores apresentaram uma série de reivindicações para a renovação do ACT, negociado separadamente das regras gerais da categoria bancária.
A Caixa reabriu as negociações na quarta-feira, após receber o resultado das assembleias. O banco não apresentou uma nova proposta no primeiro encontro, mas informou que pretende avançar nas conversas.
Segundo a Caixa, a instituição mantém aberto o diálogo com as entidades que representam os empregados e busca um acordo que considere os interesses dos trabalhadores, a sustentabilidade do banco e a continuidade dos serviços.
A negociação específica da Caixa faz parte do processo anual de renovação dos acordos da categoria. O banco negocia com os representantes dos empregados tanto as cláusulas gerais, discutidas na Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), quanto questões específicas da instituição, como benefícios sociais.
O Sindicato afirma que a greve será mantida enquanto não houver uma nova decisão das assembleias. A entidade também orientou os trabalhadores a acompanhar as negociações desta quinta-feira.
A paralisação pode afetar o atendimento presencial nas agências, mas serviços digitais continuam disponíveis. O Banco do Brasil, que também teve trabalhadores discutindo a renovação de seu acordo, não terá uma greve nacional: a paralisação será parcial, segundo as entidades sindicais.
A Caixa orienta os clientes a utilizar os canais digitais e outros meios de atendimento durante o período. Entre as alternativas estão o aplicativo, o internet banking, correspondentes bancários e atendimento telefônico.
Para pagamentos de contas, boletos, tributos e outros compromissos, a orientação é buscar os canais disponíveis para evitar atrasos enquanto durar a paralisação.
A greve ocorre enquanto os demais bancos avançaram na negociação coletiva da categoria. A nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários foi assinada na quarta-feira e prevê reposição da inflação medida pelo INPC mais 0,6% de aumento real em 2026 e 2027.
Na Caixa, porém, ainda falta concluir o acordo específico dos empregados. O impasse sobre o Saúde Caixa impediu a aprovação da proposta apresentada pelo banco e levou à paralisação.
A próxima rodada de negociação está marcada para esta quinta-feira, 10, e pode definir os próximos passos da campanha.
Os empregados entraram em greve após rejeitarem a proposta da Caixa para renovar o Acordo Coletivo de Trabalho. Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o principal motivo foi o aumento das contribuições para o Saúde Caixa.
A Caixa propôs elevar a contribuição sobre o salário-base de 3,5% para 5,5%. A cobrança mensal por dependente passaria de R$ 480 para R$ 870 e, na faixa de maior cobrança, de R$ 800 para R$ 1.050.
A greve foi convocada por tempo indeterminado. Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a paralisação continuará até que uma nova proposta seja submetida à decisão dos trabalhadores em assembleias.
A paralisação pode afetar o atendimento presencial nas agências, mas os serviços digitais continuam disponíveis. A Caixa orienta os clientes a usar o aplicativo, o internet banking, os correspondentes bancários e o atendimento telefônico.
A próxima rodada de negociação está prevista para a manhã desta quinta-feira (10). A Caixa afirma que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas e busca um acordo que considere os trabalhadores, a sustentabilidade do banco e a continuidade dos serviços.
A Caixa ainda não concluiu o acordo específico dos empregados porque o impasse sobre o Saúde Caixa impediu a aprovação da proposta. Os demais bancos já assinaram a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, que prevê reposição do INPC e aumento real de 0,6% em 2026 e 2027.