Nos últimos 12 meses, o avanço acumulado chegou a 9,16%, enquanto o IPCA registrou alta de 4,22% no mesmo período. (Leandro Fonseca /Exame)
Repórter de Mercados
Publicado em 15 de setembro de 2026 às 08h23.
RESUMO | Os preços dos novos contratos de aluguel residencial subiram 0,55% em agosto de 2026, segundo o Índice FipeZAP de Locação Residencial. Em 12 meses, a alta chegou a 9,16%, acima do IPCA de 4,22%. São Paulo manteve o aluguel mais caro entre as capitais, a R$ 65,36 por metro quadrado.
O mercado de aluguel residencial brasileiro segue pressionado, mas começa a mostrar sinais de desaceleração. Em agosto de 2026, os preços dos novos contratos de locação avançaram 0,55%, segundo o Índice FipeZAP de Locação Residencial, elaborado pela Fipe em parceria com o Grupo OLX.
O resultado representa o segundo mês consecutivo de moderação no ritmo de alta, mas ainda mantém os aluguéis em trajetória superior à inflação. Nos últimos 12 meses, o avanço acumulado chegou a 9,16%, enquanto o IPCA registrou alta de 4,22% no mesmo período.
“O resultado mais recente pode indicar uma moderação no ritmo de crescimento dos preços, mas ainda não uma reversão da tendência de valorização”, afirma Mariangela Silva, economista do Grupo OLX.
Segundo ela, o cenário de juros elevados e crédito imobiliário mais restritivo pode continuar sustentando a demanda por locação, já que parte das famílias adia a decisão de compra de um imóvel e permanece no mercado de aluguel.
O Índice FipeZAP acompanha os preços anunciados de apartamentos prontos para locação em 36 cidades brasileiras, incluindo 22 capitais.
Em agosto, houve aumento nos valores de aluguel em 27 cidades analisadas. Entre as capitais, as maiores altas mensais foram registradas em:
Vitória: +4,01%
Campo Grande: +3,85%
Natal: +2,82%
Na outra ponta, seis capitais tiveram queda nos preços, com destaque para:
Aracaju: -2,20%
Belém: -0,80%
No acumulado de 2026, entre janeiro e agosto, o índice registra alta de 6,56%, acima do avanço do IPCA (3,11%) e do IGP-M (1,85%).
A valorização ocorreu em 35 das 36 cidades monitoradas. Os maiores aumentos no ano foram observados em Campo Grande (+16,25%) e Natal (+13,84%). A única retração foi registrada em Pelotas, com queda de 7,18%.
Apesar de os imóveis de um dormitório apresentarem o maior preço médio por metro quadrado, foram os apartamentos de dois dormitórios que tiveram a maior valorização acumulada nos últimos 12 meses.
Segundo o FipeZAP, unidades de dois quartos subiram 10,25% no período, acima da média geral do índice, de 9,16%.
Os imóveis de um dormitório registraram o maior valor médio de locação proporcional à área, com R$ 72,41 por metro quadrado.
Para Mariangela Silva, os números refletem a versatilidade dessas tipologias.
“As unidades de um e dois dormitórios podem atender desde pessoas que moram sozinhas e casais até pequenas famílias, além de profissionais e estudantes que buscam proximidade de regiões com maior concentração de empregos, serviços, infraestrutura e mobilidade”, afirma.
Segundo a economista, embora os apartamentos compactos tenham aluguel mais caro por metro quadrado, a menor área pode tornar o valor total da locação mais acessível.
O preço médio de locação residencial nas 36 cidades monitoradas chegou a R$ 54,47 por metro quadrado em agosto.
Entre as capitais, São Paulo aparece com o maior valor médio, de R$ 65,36/m².
Na sequência aparecem:
Já as capitais com os menores preços médios foram:
A diferença entre as cidades mostra como fatores locais, como oferta de imóveis, concentração de empregos, infraestrutura e demanda regional, influenciam diretamente os valores de locação.
Além da evolução dos preços, o levantamento também acompanha a rentabilidade potencial do aluguel residencial, o chamado rental yield.
Em agosto, o retorno médio anualizado estimado foi de 6,14% ao ano.
Os imóveis de um dormitório apresentaram a maior rentabilidade média, com 6,77% ao ano, enquanto apartamentos de quatro ou mais dormitórios tiveram o menor retorno, de 4,85% ao ano.
Entre as capitais, os maiores retornos foram registrados em:
Na outra ponta, os menores retornos ficaram com:
Segundo Mariangela Silva, o rental yield ajuda o proprietário a avaliar o potencial de geração de renda de um imóvel alugado, mas não deve ser analisado isoladamente.
“O indicador é uma das referências que podem auxiliar na avaliação da atratividade de manter um imóvel para geração de renda por meio da locação”, afirma.
A economista ressalta que a decisão também deve considerar fatores como valorização do imóvel ao longo do tempo, custos de manutenção, períodos de vacância e os objetivos de cada proprietário.
Os preços dos novos contratos de aluguel residencial avançaram 0,55% em agosto de 2026, segundo o Índice FipeZAP de Locação Residencial, elaborado pela Fipe em parceria com o Grupo OLX. Em 12 meses, a alta acumulada foi de 9,16%, ante 4,22% do IPCA.
Vitória registrou a maior alta mensal entre as capitais, de 4,01%, seguida por Campo Grande, com 3,85%, e Natal, com 2,82%, segundo o Índice FipeZAP. Ao todo, os preços aumentaram em 27 das 36 cidades monitoradas.
Os apartamentos de dois dormitórios tiveram a maior valorização em 12 meses, com alta de 10,25%, segundo o FipeZAP. O resultado ficou acima do avanço médio de 9,16% registrado pelo índice.
São Paulo apresentou o maior preço médio de locação entre as capitais monitoradas, de R$ 65,36 por metro quadrado em agosto. Recife apareceu em seguida, com R$ 64,19 por metro quadrado.
O retorno médio anualizado estimado do aluguel residencial foi de 6,14% ao ano em agosto, segundo o levantamento. Os imóveis de um dormitório tiveram a maior rentabilidade média, de 6,77% ao ano.
Recife teve o maior retorno anualizado entre as capitais, de 8,40%, seguida por Cuiabá, com 8,28%, e Belém, com 8,12%. Segundo Mariangela Silva, economista do Grupo OLX, o indicador deve ser analisado com fatores como valorização do imóvel, manutenção, vacância e objetivos do proprietário.