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Caiado: Flávio deve responder sobre relação com Vorcaro e financiamento de filme

Filho de Jair Bolsonaro teria cobrado de banqueiro doação para financiar filme; ao menos R$ 61 milhões teriam sido pagos

Ronaldo Caiado, presidenciável filiado ao PSD. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Ronaldo Caiado, presidenciável filiado ao PSD. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Ivan Martínez-Vargas
Ivan Martínez-Vargas

Repórter especial em Brasília

Publicado em 13 de maio de 2026 às 18h24.

Última atualização em 13 de maio de 2026 às 18h25.

O ex-governador de Goiás e presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quarta-feira, 13, que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve responder sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do extinto Banco Master, e sobre o financiamento do filme 'Dark Horse', sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A declaração ocorre após uma reportagem do portal The Intercept Brasil ter revelado um áudio entre o senador e Vorcaro, no qual Flávio Bolsonaro cobra repasses do banqueiro à produção. De acordo com a publicação, o banqueiro teria se comprometido em 2025 a doar US$ 24 milhões (o equivalente a R$ 134 milhões à época) para a produção, dos quais ao menos R$ 61 milhões efetivamente foram pagos.

“O senador Flávio Bolsonaro deve responder aos questionamentos sobre o financiamento do filme e as relações com o dono do Master. Tudo que envolve Master e cifras milionárias precisa ser tratado com total transparência com a população", afirmou Caiado em nota.

O pré-candidato à Presidência, que é crítico de Lula e já fez acenos ao bolsonarismo, está hoje filiado ao PSD, sigla comandada pelo ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab.

"O Brasil vive um momento em que a sociedade exige clareza nas relações entre agentes públicos, empresas e interesses privados", conclui a nota de Caiado.

Flávio admite contato

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu, em nota, quecontatou o banqueiro Daniel Vorcaro para cobrar repasses destinados à produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas negou que tenha recebido dinheiro do banqueiro.

"Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet", diz a nota.

Flávio diz ter conhecido Vorcaro em dezembro de 2024. "O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro", diz Flávio Bolsonaro.

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