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Deputados do PT pedirão a STF prisão e bloqueio de bens de Flávio Bolsonaro por relação com Vorcaro

Reportagem e áudio explicitaram relação entre presidenciável e banqueiro

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à Presidência (Vinicius Loures/Agência Câmara)

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à Presidência (Vinicius Loures/Agência Câmara)

Ivan Martínez-Vargas
Ivan Martínez-Vargas

Repórter especial em Brasília

Publicado em 13 de maio de 2026 às 16h52.

Última atualização em 13 de maio de 2026 às 16h57.

O líder da bancada do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), vai apresentar ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de abertura de inquérito sobre a relação entre o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do extinto Banco Master, após reportagem revelar que o senador teria cobrado doações do banqueiro para um filme bolsonarista.

À Exame, o deputado Lidbergh Farias (PT-RJ) também afirmou que vai pedir ao STF o bloqueio de bens do senador e sua prisão preventiva depois que uma reportagem do portal The Intercept Brasil revelou as supostas mensagens e áudios entre Flávio e Vorcaro.

De acordo com a reportagem, o banqueiro teria se comprometido em 2025 a doar US$ 24 milhões (o equivalente a R$ 134 milhões à época) para financiar a produção de 'Dark Horse', filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em um áudio obtido pelo Intercept, Flávio Bolsonaro aparece em conversa com Vorcaro cobrando o dinheiro. Segundo o The Incercept Brasil, Vorcaro teria doado ao menos R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações, para financiar o filme.

"Pediremos o bloqueio de bens do Flávio Bolsonaro, medidas cautelares, como prisão (preventiva) neste momento e o bloqueio de bens do PL", afirmou Farias.

Uczai afirma que o áudio e a reportagem mostram uma relação íntima de Bolsonaro com o banqueiro, preso devido ao escândalo do Banco Master, e que vai pedir ao STF uma investigação. Uczai também afirma que ganha força a proposta de abrir uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar fatos relativos ao caso Master.

"É grave, os áudios mostram uma relação afetiva de 'pode contar comigo', de chamar de 'meu irmão'. É uma relação política de Flávio com o dono do Banco Master, cobrando as últimas prestações para financiar um filme sobre o pai. É o dinheiro das falcatruas, em última instância, dos correntistas. Nossa equipe jurídica vai representar para saber de onde veio esse dinheiro, que não teve Lei Rouanet", diz Uczai.

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