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Bolsa Família é um 'direito adquirido', diz Flávio Bolsonaro

O candidato à Presidência também afirmou que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, errou na relação com a imprensa

 (Saulo Cruz/Agência Senado)

(Saulo Cruz/Agência Senado)

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 15 de junho de 2026 às 15h28.

Última atualização em 15 de junho de 2026 às 15h29.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta segunda-feira, 15, que considera o Bolsa Família um “direito adquirido” dos brasileiros.  Ele também defendeu mudanças para ampliar o período em que beneficiários continuam recebendo o auxílio após conseguirem emprego formal ou abrirem uma empresa.

A declaração foi dada durante o fórum Rumos do Brasil, promovido pela revista Veja, em São Paulo.

No evento, Flávio defendeu a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil e afirmou que o governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), cometeu um “erro” na relação com a imprensa.

Flávio defende permanência no Bolsa Família após emprego formal

Ao falar sobre o programa de transferência de renda, Flávio afirmou que existe um preconceito contra beneficiários do Bolsa Família e rejeitou a ideia de que os atendidos não tenham interesse em trabalhar.

Segundo o senador, uma parcela significativa dos beneficiários exerce atividades informais e teme perder o auxílio ao conseguir um emprego com carteira assinada.

“Muita gente tem um preconceito com relação a quem está no Bolsa Família, como se não quisesse trabalhar. É um erro isso. Quase 70% das pessoas que recebem o Bolsa Família trabalham informalmente”, disse.

Flávio afirmou que o benefício representa uma segurança para pessoas que já passaram por situações de fome e defendeu a ampliação da chamada regra de proteção, mecanismo que permite a continuidade parcial do pagamento após a entrada no mercado formal.

Pela regra atual, quando um beneficiário consegue emprego com carteira assinada, ele continua recebendo 50% do valor do programa por dois anos, desde que a renda por pessoa da família não ultrapasse meio salário mínimo.

O pré-candidato disse que pretende propor “a criação de um programa” para que os beneficiários continuem recebendo o Bolsa Família por um período maior após conseguirem trabalho formal ou abrirem uma empresa, sem detalhar como a medida funcionaria.

Flávio Bolsonaro diz que Jair errou na relação com a imprensa

“Para mim, a imprensa exerce um papel fundamental”, afirmou Flávio. Segundo ele, a relação do governo Bolsonaro com veículos de comunicação foi um dos pontos que precisam ser revistos.

“Foi um dos problemas que eu identifico no governo do presidente Bolsonaro, o relacionamento com a imprensa, o preconceito, muitas vezes, de quem estava gerindo o orçamento para a publicidade, com relação a alguns veículos de comunicação”, disse.

O senador afirmou que a postura adotada durante a gestão anterior não deve ser repetida.

“Isso tem que ser mudado radicalmente. É um aprendizado de uma coisa que eu acho que foi feita errada, a gente não precisa repetir o erro”, declarou.

Isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil

Flávio também afirmou ser favorável à isenção do Imposto de Renda para pessoas que recebem até R$ 5 mil mensais, medida que classificou como uma promessa de campanha de Jair Bolsonaro.

O senador, porém, comparou a proposta defendida pelo atual governo com a administração do pai e afirmou que uma eventual gestão de Bolsonaro teria buscado compensações para a perda de arrecadação sem aumentar impostos.

“Eu sou favorável, era uma promessa de campanha também do presidente Bolsonaro”, disse.

Segundo Flávio, a diferença estaria na forma de compensação da medida. Ele afirmou que, durante o governo do pai, haveria alternativas para substituir a receita perdida, enquanto criticou a política tributária do governo atual.

Com informações de O Globo

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