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Bolsa Família: veja quem recebe o benefício na última semana de maio

Pagamentos do Bolsa Família em maio começaram no dia 18 e seguem até 29

Bolsa Família: pagamentos seguem calendário escalonado pelo NIS. (Roberta Aline / MDS/Divulgação)

Bolsa Família: pagamentos seguem calendário escalonado pelo NIS. (Roberta Aline / MDS/Divulgação)

Ana Luiza Serrão
Ana Luiza Serrão

Repórter de Invest

Publicado em 25 de maio de 2026 às 09h51.

Os pagamentos do Bolsa Família de maio começam nesta segunda-feira, 25, para beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) final 6. O calendário segue até o dia 29, mantendo o modelo tradicional.

Os pagamentos desse mês iniciaram no dia 18, com liberações organizadas de acordo com o dígito final do NIS.

Os valores podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem, usados na função débito ou sacados em caixas eletrônicos, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui sem cobrança de taxas.

Veja o calendário do Bolsa Família de maio

Final do NISData de pagamento
118 de maio
219 de maio
320 de maio
421 de maio
522 de maio
625 de maio
726 de maio
827 de maio
928 de maio
029 de maio

Moradores de municípios em situação de emergência ou calamidade pública reconhecida pelo governo federal puderam receber o benefício já no primeiro dia do calendário, independentemente do número final do NIS.

Como consultar o calendário e o número do NIS

Os beneficiários podem consultar o calendário de pagamentos do Bolsa Família pelos aplicativos Caixa Tem ou Bolsa Família ou nos canais oficiais da Caixa Econômica Federal.

O número do NIS também aparece no cartão do programa, no aplicativo do Cadastro Único (CadÚnico) e pode ser consultado pelo telefone 111 da Caixa ou no CRAS mais próximo.

Família precisa seguir regras para ter Bolsa Família

Para continuar recebendo o Bolsa Família, as famílias precisam estar ativas no CadÚnico. Após o cadastro, os dados passam por análise de um sistema informatizado que verifica se a família atende aos critérios do programa.

Podem receber o benefício famílias na faixa de pobreza do programa, com renda de até R$ 218 por pessoa.

Quem trabalha com carteira assinada, atua como Microempreendedor Individual (MEI) ou possui outra fonte de renda pode ter direito ao benefício caso esteja dentro do limite estabelecido.

O programa mantém valor mínimo de R$ 600 por domicílio, além de benefícios adicionais conforme a composição familiar, prevendo adicional de R$ 150 para crianças de até seis anos incompletos.

Também há pagamentos extras de R$ 50 para gestantes, nutrizes (que amamentam) e famílias com crianças e adolescentes entre sete e 18 anos incompletos, além do Benefício de Renda de Cidadania, de R$ 142 por pessoa.

Maioria dos beneficiários deixou Bolsa Família

Um estudo apresentado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em dezembro, apontou que 60,68% dos beneficiários do Bolsa Família registrados em 2014 deixaram o programa até 2025.

O levantamento, intitulado "Filhos do Bolsa Família: Uma análise da última década do programa", também mostrou taxas de saída superiores a 70% entre adolescentes que tinham entre 15 e 17 anos em 2014.

O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, havia dito, na época, que os dados mostram uma "quebra do ciclo intergeracional da pobreza", com avanço da inserção no mercado formal de trabalho.

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