Chuva forte e rajadas de vento causaram morte e destruiram estabelecimentos em São Paulo
Colaboradora
Publicado em 30 de julho de 2026 às 10h45.
Na útlima quarta-feira, 29, São Paulo enfrentou uma frente fria avançou pelo estado e trouxe rajadas de vento que ultrapassaram os 100 km/h em alguns pontos, além de chuva forte, raios e queda de granizo em áreas isoladas.
Só no estado de São Paulo, a Defesa Civil confirmou três mortes relacionadas à ventania, incluindo uma vítima atingida por uma árvore em Santos.
No Rio de Janeiro, que também foi atingido pelo mesmo sistema, outras duas pessoas morreram após a queda de um muro.
O fenômeno tem relação com o El Niño. Segundo o Inmet, o padrão climático está em processo de fortalecimento neste inverno e tem intensificado o transporte de calor e umidade pelo país, o que favorece a formação de áreas de instabilidade, tempestades e ventos fortes como os desta semana.
A boa notícia é que o pior já passou. Para esta quinta-feira (30), o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura de São Paulo prevê apenas chuvisco isolado e rajadas mais fracas.
Na sexta-feira (31), a tendência é de tempo seco na capital, com o afastamento da frente fria para o litoral.
Os efeitos da ventania foram sentidos em diversas regiões da cidade. Segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo, as rajadas chegaram a 75,3 km/h na capital paulista durante a tarde de quarta-feira.
O Corpo de Bombeiros contabilizou dezenas de chamados só para ocorrências de queda de árvore na capital e na Grande São Paulo em poucas horas, entre 13h e 15h. Uma delas caiu sobre a Radial Leste, no sentido centro, e chegou a interditar a via. A estimativa é de que, no total, tenham sido 70 árvores.
A malha aérea também sentiu o impacto.
Rajadas fortes provocaram cancelamentos e desvios de voos nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos: ao todo, 71 voos foram afetados, a maioria em Congonhas, que teve chegadas e partidas canceladas, além de voos desviados para outros aeroportos.
Em Guarulhos, o transtorno foi menor, com poucas aeronaves alternadas por motivo de segurança.
Não houve registro de paralisação relevante no metrô ou nos trens da capital paulista por conta da ventania.
Já a circulação de ônibus teve pontos de atenção em ruas interditadas por quedas de árvores, o que gerou lentidão no trânsito em diferentes bairros.
O motivo por trás da ventania é o encontro de duas massas de ar muito diferentes. Antes da chegada do sistema, as temperaturas estavam bem elevadas em São Paulo, com termômetros próximos dos 34°C no litoral.
Quando a frente fria avançou trazendo ar frio e úmido, esse contraste térmico acelerou a movimentação do ar, gerando rajadas muito mais intensas do que o normal para uma frente fria comum.
Esse tipo de episódio tende a se repetir com mais frequência neste inverno.
De acordo com o Inmet, o El Niño em fortalecimento aumenta a probabilidade de eventos como esse ao longo do segundo semestre de 2026, favorecendo tanto chuvas acima da média em parte do estado quanto rajadas de vento mais fortes durante a passagem de frentes frias.
Segundo o CGE, o pico do temporal já ficou para trás. A quinta-feira (30) deve começar com muitas nuvens e chuvisco isolado pela manhã, com rajadas de vento mais moderadas, sem previsão de temporais na capital.
Para a sexta-feira (31), a expectativa é de melhora definitiva, com o afastamento da frente fria da costa paulista e tempo seco predominando na cidade de São Paulo.
Ainda assim, vale manter atenção às atualizações da Defesa Civil (telefone 199) e do Corpo de Bombeiros (193), já que novos avisos podem ser emitidos caso as condições mudem nas próximas horas.