Economia

Aeroportos da América Latina estão supercongestionados, diz entidade; veja quais são

54% dos voos na região decolam ou pousam de terminais lotados, segundo a Iata; Congonhas e Guarulhos estão na lista

Aeroporto de Congonhas lotado após cancelamento de voos em 28 de novembro de 2024 (Reprodução / X )

Aeroporto de Congonhas lotado após cancelamento de voos em 28 de novembro de 2024 (Reprodução / X )

Rafael Balago
Rafael Balago

Repórter de internacional e economia

Publicado em 6 de junho de 2026 às 14h01.

Última atualização em 6 de junho de 2026 às 14h03.

Rio de Janeiro* - A infraestrutura nos aeroportos é um dos principais desafios para ampliar a oferta de voos no Brasil e na América Latina. Atualmente, 54% dos voos na região decolam ou pousam em terminais que enfrentam situação de congestionamento ou supercongestionamento, segundo dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata).

Para a Iata, os aeroportos de Congonhas, Guarulhos, Santos Dumont e Recife estão em nível 3, quando a demanda excede significativamente a capacidade do aeroporto.

Em outros países, os terminais de Bogotá e de Lima estão na mesma condição.

Já os aeroportos de Brasília, Fortaleza, Salvador, Campinas, Galeão (RJ), Florianópolis e Porto Alegre estão no nível 2, em estado de alto congestionamento.

"A infraestrutura continua sendo uma limitação em nossa região, um problema positivo, pois demonstra que a conectividade, o transporte aéreo e o aumento de voos estão chegando à região", diz Peter Cerdá, vice-presidente regional para as Américas da Iata.

Aeroportos já abrem cheios

"Precisamos de mais investimentos, como em países como a Argentina ou El Salvador, onde novos terminais e melhor infraestrutura estão sendo implementados", prossegue.

Cerdá diz que os governos precisam fazer planejamentos de longo prazo, para 30 a 40 anos, para evitar que os terminais já fiquem saturados logo após serem entregues.

"Vimos o que aconteceu em Bogotá, em Santiago e em muitos outros aeroportos da região. Assim que um terminal é inaugurado, ele já atinge sua capacidade máxima em curto prazo", disse.

Como bons exemplos, ele cita os aeroportos de Hong Kong, Dubai e Singapura, que possuem estruturas limitadas, mas adotam boas práticas para gerir o excesso de demanda.

*O repórter viajou a convite da Iata.

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