Jéssica Ariane, head executiva de HCM da Senior: “O RH entendeu que não consegue fazer tudo sozinho e começa a investir mais em tecnologia e inovação para acompanhar esse movimento.” (Senior Sistemas/Divulgação)
Exame Brand Solutions
Publicado em 30 de julho de 2026 às 10h43.
Última atualização em 30 de julho de 2026 às 10h43.
A inteligência artificial já dominou o RH — pelo menos nas intenções. Uma pesquisa global da Freshworks, mostra que 77% dos profissionais de recursos humanos já utilizavam IA no trabalho, atrás apenas de tecnologia da informação (89%) e marketing (86%).
O problema é que boa parte dessas áreas ainda opera com dados espalhados por sistemas que não conversam entre si — o que trava justamente a promessa da IA: transformar informação em decisão.
Para integrar essas informações e ampliar o uso da inteligência artificial no RH, a Senior Sistemas desenvolveu dentro do seu ecossistema SARA (Senior Agent for Recommendation & Analysis), um conjunto de agentes integrados nativamente ao HCM (Human Capital Management, ou Gestão de Capital Humano, em português) da empresa.
A Senior já disponibilizou mais de 70 agentes de IA em suas diferentes soluções. Cerca de 40% deles estão ligados ao HCM, com foco em reduzir tarefas operacionais, ampliar a autonomia de gestores e funcionários e apoiar decisões ao longo da jornada do colaborador.
A plataforma reúne, na mesma base de dados, informações de recrutamento, admissão, folha de pagamento, jornada, remuneração, desempenho, desenvolvimento e desligamento.
“O RH entendeu que não consegue fazer tudo sozinho e começa a investir mais em tecnologia e inovação para acompanhar esse movimento”, diz Jéssica Ariane, head executiva de HCM da Senior.
A fragmentação de dados também transborda para fora do RH: gestores dependem da área para enxergar informações da própria equipe, e colaboradores abrem chamados para resolver questões simples.
Com os dados centralizados, cada público acessa o que precisa diretamente — RH cuida de processos e indicadores, gestores acompanham desempenho e desenvolvimento, e colaboradores consultam documentos e benefícios sem intermediários. A SARA além de trazer dados, é capaz de executar processos que são determinísticos sozinha, como agendamento de férias.
“Vai muito além de um chat que tira dúvidas. A IA consegue olhar para toda a informação que está dentro da solução de forma especialista. Isso não traz só produtividade — traz qualidade ao processo”, afirma Ariane.
Os agentes SARA já disponíveis cobrem três frentes de gestão:
Duas frentes ainda em desenvolvimento devem ampliar o alcance da IA para antes da contratação. A SARA Recrutadora vai criar descrições de vagas, sugerir perguntas de entrevista e comparar candidatos, sem tirar do recrutador a decisão final. Já a SARA Admissão, integrada ao WhatsApp, vai guiar o candidato no envio de documentos e validar os dados recebidos.
Depois da contratação, a SARA Colab funciona como um canal de autoatendimento — saldo de férias, políticas internas, recomendações de treinamento — sem passar pelo RH. E a futura SARA Mentora deve cruzar competências, desempenho e objetivos de carreira para recomendar trilhas de capacitação personalizadas, num momento em que a própria IA redesenha as competências que o mercado exige.
Além dos agentes próprios, é também é possível conectar via MCP (Model Context Protocols) aos modelos de IA já adotadas pela empresa, como ChaGPT e Claude a outras soluções de HCM da Senior, como Folha e Ponto, para consultas, análises e execução de tarefas com linguagem natural.
Na prática, o modelo já roda na Pamplona Alimentos, empresa catarinense do agronegócio suíno com mais de 3.600 colaboradores diretos e cliente Senior desde 1998. Antes da digitalização, currículos, banco de talentos e admissão eram tocados manualmente, com um volume grande de documentos físicos — processo lento e que tomava tempo que poderia ir para a avaliação dos candidatos.
Com o ATS Senior, o Portal de Talentos e a Admissão Digital, a IA passou a apoiar a descrição de vagas e a análise de perfis, enquanto os documentos de admissão migraram para um ambiente 100% online. O resultado: mais candidatos cadastrados, tempo médio de contratação reduzido em mais de 50% e pesquisas de clima aplicadas a 100% dos colaboradores elegíveis.
O ganho, no fim, não é só velocidade. É a possibilidade de transformar dados que antes ficavam dispersos — e muitas vezes esquecidos — em decisões mais bem fundamentadas sobre quem contratar, quem promover, quem remunerar melhor e quem reter.