Senadora afirmou que já cumpriu seu papel na elaboração inicial do programa e disse ter sido alvo de ataques após a crise entre Flávio e Michelle Bolsonaro (abio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
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Publicado em 12 de julho de 2026 às 16h28.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) decidiu deixar a equipe responsável por auxiliar na elaboração do plano de governo do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A parlamentar afirmou que tomou a decisão após ser alvo de ataques de integrantes da direita em meio à crise envolvendo o senador e Michelle Bolsonaro.
Em entrevista ao Metrópoles, Damares disse que considera concluída sua participação na fase inicial dos trabalhos e afirmou que poderá voltar a colaborar caso Flávio Bolsonaro seja eleito.
"Já fiz o que era preciso no primeiro momento. Depois a gente volta a ajudar no governo de transição", declarou.
A senadora afirmou que passou a ser atacada por pessoas ligadas ao campo político da direita durante a crise entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro. Segundo ela, o senador não voltou a procurá-la desde o agravamento do episódio.
"Ele está correndo", afirmou ao comentar a ausência de contato.
Damares havia sido convidada para contribuir com a elaboração das propostas relacionadas à área de direitos humanos no plano de governo do pré-candidato.
No início de julho, durante reunião da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, presidida por ela, Damares afirmou ter sido vítima de uma série de ataques nas redes sociais após a crise entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro.
Segundo a parlamentar, as ameaças extrapolaram o debate político e passaram a atingir sua família. Ela relatou que pessoas publicaram mensagens e montagens com ameaças de morte contra sua filha.
Após o pronunciamento, Damares informou que a bancada feminina do Senado passou a discutir medidas institucionais para enfrentar casos recentes de violência política contra mulheres, independentemente de manifestação formal das vítimas.