Qual TV comprar na Black Friday? Veja como escolher o melhor modelo

Além do tamanho da tela e a marca, é preciso observar critérios como resolução, taxa de atualização, tipo de tela, entre outros

Com a chegada da Black Friday, muitos modelos de smart TVs entram em promoção. Mas há um problema: escolher sua próxima televisão nem sempre é uma tarefa fácil. As especificações podem confundir. Tipo de tela, taxa de atualização, tecnologia embarcada… Para ajudar nesta missão, a EXAME preparou um guia com o que você precisa saber antes de comprar uma televisão.

Resolução

A resolução significa o número de pixels contidos na imagem. Quanto maior a quantidade, mais nítida será a transmissão. Em geral há três opções neste caso: HD, Full HD e 4K. Já existem televisores com resolução 8K, mas ainda são poucos (e caros). Alguns modelos com esta resolução, como aparelhos da Sony e da Samsung, custam mais de 60 mil reais – e este já é um preço promocional.

4K: imagens mais nítidas e com mais detalhes

4K: imagens mais nítidas e com mais detalhes (YouTube/Reprodução)

  • HD: High Definition
    É a mais antiga entre os aparelhos finos com 1280×720 pixels.
  • Full HD: Full High Definition
    Tornou-se mais comum nos últimos anos com 1920×1080 pixels.
  • 4K ou UHD: Ultra High Definition
    É a principal resolução do momento com 3840×2160 pixels.
  • 8K
    Resolução altíssima com 7680×4320 pixels

Pode não valer a pena adquirir um aparelho com alta taxa de resolução (4K para cima) se o consumidor não tiver conteúdo para ser exibido no aparelho. Serviços de streaming como a Netflix, por exemplo, cobram mais caro pela assinatura que oferta o conteúdo em 4K. Por outro lado, esses aparelhos já melhoraram consideravelmente a imagem, mesmo que esta seja exibida em outra resolução.

Tela

Um dos principais pontos que diferencia os televisores atuais é o material utilizado na tela. Cada material funciona de forma única. Uns permitem a exibição de tons mais fiéis e contrastantes de cores. Outros são mais duradouros e ajudam a evitar problemas na tela. Dependendo do material escolhido, o preço de um aparelho pode variar entre 2 mil e 8 mil reais.

OLED: não possui um painel de iluminação traseiro

OLED: não possui um painel de iluminação traseiro (YouTube/Reprodução)

  • LCD: Liquid Crystal Display
    São telas iluminadas por uma única lâmpada traseira. É comum ver este material sendo utilizado em aparelhos mais antigos e baratos, principalmente os televisores menores e com resolução HD. Há dois tipos de tela LCD: IPS (cores mais fiéis e poucos reflexos) e VA (tons escuros e contraste). É uma tecnologia já ultrapassada.
  • LED: Light Emitting Diode
    São televisores com telas de LCD, mas que possuem uma iluminação traseira composta por diodos que emitem a luz. Cada um destes diodos ilumina uma determinada parte da tela, o que gera cores mais fiéis e contrastantes. principalmente em tons pretos. É um material que consome menos energia elétrica do que o LCD.
  • QLED: Quantum Dot Emitting Diodes
    Disponível apenas em aparelhos mais modernos, esta tela é composta por pontos quânticos e compõe uma parte das TVs 4K acima dos aparelhos de entrada. O gasto de energia é menor do que nos aparelhos de LED e há uma boa resposta na visualização da TV em diferentes ângulos. O preço também é mais baixo do que em aparelhos com OLED, mas com imagem inferior.
  • OLED: Organic Light-Emitting Diode
    É o suprassumo das TVs 4K. Cada pixel é aceso conforme a corrente elétrica. Não há a utilização de uma luz traseira. Isso permite que cada pixel exiba cores mais fiéis, principalmente em tons de preto. O preço de aparelhos com tela OLED é mais caro. A vida útil desses aparelhos também pode ser menor, já que um pixel queimado geraria um ponto escuro eterno na tela.
  • Plasma:
    Os aparelhos de Plasma tiveram vida curta no mercado de televisores. A tecnologia foi bastante explorada no início da década passada, mas perdeu espaço. Os painéis traziam mais reflexos e consumiam muito mais energia elétrica do que aparelhos de LCD e LED. Atualmente é difícil encontrar televisões novas com telas de plasma.

Taxa de atualização

Um ponto que pode passar desapercebido na hora de comprar uma televisão é a questão da taxa de atualização. Este é o número de vezes por segundo, em hertz (Hz), que a TV atualiza a imagem. Quanto maior for este número, maior será a fluidez das imagens exibidas na tela. Isso evita que imagens exibidas rapidamente apareçam borradas.

Frequência: quanto maior a taxa, maior será a fluidez da imagem

Frequência: quanto maior a taxa, maior será a fluidez da imagem (YouTube/Reprodução)

  • 60 Hz
    É a taxa mais comum para televisores. É aceitável. A maioria dos filmes, séries e programas de televisão são gravados nesta taxa.
  • 120 Hz
    É a queridinha do momento e o máximo que será possível encontrar, de forma nativa, em aparelhos 4K. Como a maior parte do conteúdo é produzida em até 60 Hz, esses aparelhos “dobram” a imagem. Alguns filmes, como Projeto Gemini, já utilizaram a nova tecnologia. A mudança é bastante perceptível.
  • 240 Hz
    Nenhum televisor com resolução 4K possui essa taxa de atualização de quadros. Mesmo a maior parte dos televisores com resolução 8K ainda não abriga a taxa de forma nativa, mas simulada com o auxílio de softwares. Fuja das pegadinhas de aparelhos que prometem taxas de frequência de 240 Hz.

3D e Tela Curva

Tecnologias que fizeram barulho nos últimos anos, ambas caíram em desgraça ao longo do tempo por não serem tão eficientes, em diferentes aspectos, em relação aos aparelhos com telas planas e sem os recursos da transmissão 3D. Veja as desvantagens de cada uma destas tecnologias:

Tela curva: design pode acabar não sendo tão eficiente

Tela curva: design pode acabar não sendo tão eficiente (./Divulgação)

  • 3D
    Os aparelhos chamaram atenção principalmente durante o ano de 2010. A ideia era propiciar uma experiência de cinema com o uso de óculos para simular imagens tridimensionais. A experiência nunca foi muito boa e a falta de conteúdo dedicado, gravado totalmente em 3D, atrapalhou.
  • Tela curva
    Ainda é possível encontrar muitos televisores com telas curvas. O que parece charmoso, no final, pode ser uma dor de cabeça. As principais reclamações referem-se ao fato de que é preciso estar em um determinado ângulo, o mais de frente possível para o aparelho, para ter uma experiência satisfatória.

Sistema operacional

No início da era das smart TVs, cada fabricante apostava em seu próprio sistema operacional para comandar as aplicações. Muitas dessas plataformas eram lentas, travavam com frequência e contavam com poucos apps. Nos últimos anos, houve uma padronização em poucos sistemas. Veja as vantagens e desvantagens de cada um deles.

aNDROIDTV Android TV: mais apps e integração facilitada com o smartphone

Android TV: mais apps e integração facilitada com o smartphone (Google/Divulgação)

  • Android TV
    Disponível em aparelhos Sony, Philips, Philco e TCL, o sistema operacional do Google é um dos mais famosos, até mesmo pela integração com o Android dos smartphones. É fácil instalar, atualizar e usar apps. A navegação pelo sistema, entretanto, não é tão fluida como poderia ser.
  • webOS
    Disponível em aparelhos da LG. Diferentemente das TVs com Android, o webOS se destaca justamente pela velocidade na navegação. Poucos travamentos resultam em uma experiência final mais satisfatória. Há menos apps disponíveis e a atualização costuma levar um tempo a mais do que no Android.
  • Tizen
    Semelhante ao webOS, este sistema operacional é utilizado pela Samsung para equipar seus televisores. Também sua própria loja de apps, não tão munida quanto a do Google, e tenta ganhar clientes pela fluidez no uso dos programas.

Siglas e recursos

Não se assuste se você for bombardeado por uma quantidade gigantesca de siglas e termos quando for buscar pelas especificações de um televisor. Você não é o primeiro e nem a último a ficar confuso com tantas promessas de recursos milagrosos. Entenda o que alguns deles significam

HDR (à esq.): cores mais vivas e imagem com mais contraset

HDR (à esq.): cores mais vivas e imagem com mais contraset (YouTube/Reprodução)

  • HDR
    Este talvez seja um dos principais termos (e mais importantes) na hora de buscar por um televisor. HDR é a sigla para High Dynamic Range. Este recurso faz com que a TV exiba imagens com uma qualidade mais alta de cores, reforçando o brilho e o contraste. Vale a pena investir na tecnologia.
  • HDMI
    São as entradas que permitem acoplar equipamentos como um Chromecast, blu-ray ou um videogame. O melhor padrão atual é o 2.1, que permite transmitir 60 GB de dados por segundo contra o HDMI 2.0 que transmite apenas 18 GB. Se o seu objetivo for utilizar videogames da nova geração, opte pelo 2.1.
  • ThinQAI
    Software de inteligência artificial disponível em smart TVs da LG. Permite ao consumidor, em alguns modelos, controlar os aparelhos por comandos de voz e integrar o televisor com outros dispositivos inteligentes através da tecnologia de internet das coisas.
  • Alexa e Google Assistente
    Significa que os televisores podem responder aos comandos de voz direcionados aos assistentes virtuais de Amazon e Google respectivamente.
  • Dolby Atmos
    Sistema de som com engenharia compatível com aparelhos com cinco ou sete saídas de áudio, como home theaters. Simula uma experiência de assistir um filme em uma boa sala de cinema.

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