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Para Jeff Bezos, empresas ajudam mais que caridade

Fundador da Amazon defende doações, mas afirma que impacto social de seus negócios supera filantropia

Jeff Bezos: fundador da Amazon acredita que empresas ajudam mais que ONGs (SAJJAD  HUSSAIN/AFP/Getty Images)

Jeff Bezos: fundador da Amazon acredita que empresas ajudam mais que ONGs (SAJJAD HUSSAIN/AFP/Getty Images)

Publicado em 23 de maio de 2026 às 07h59.

Para Jeff Bezos, a maior contribuição de um bilionário à sociedade pode não estar na caridade, mas nas empresas que ele constrói.

O fundador da Amazon e da Blue Origin defendeu em entrevista à CNBC que o impacto social de seus negócios é maior do que o de suas doações.

“Se eu fizer meu trabalho corretamente, o valor para a sociedade e para a civilização das minhas empresas com fins lucrativos será muito, muito maior do que o bem que faço com minhas doações de caridade”, disse.

Quanto Bezos já doou

Ao longo da vida, Bezos doou cerca de US$ 4,7 bilhões para causas filantrópicas, segundo estimativa do Moneywise.

O valor representa uma pequena parcela de sua fortuna total, estimada em cerca de US$ 283 bilhões.

Bezos e sua atual esposa, Lauren Sanchez Bezos, também se comprometeram a destinar US$ 10 bilhões ao Bezos Earth Fund até 2030. Até fevereiro, haviam sido doados US$ 2,4 bilhões ao fundo.

Uma única mudança ajudou Jeff Bezos a economizar US$ 700 milhões — e não foi por acaso

O casal também mantém pré-escolas gratuitas e programas de moradia temporária para pessoas em situação de rua por meio do Day 1 Families Fund.

O argumento da Amazon

Na entrevista, Bezos usou a Amazon como exemplo de impacto social maior do que o alcance de sua filantropia.

Segundo ele, a empresa ajudou consumidores durante a pandemia, quando muitas pessoas não podiam ir a lojas físicas.

Bezos também citou pessoas que, por diferentes motivos, continuam com dificuldade de sair de casa para fazer compras.

“Recebo cartas de mães recentes o tempo todo dizendo: ‘Não tenho ideia do que estaria fazendo agora se não tivesse a Amazon’”, afirmou.

Para o bilionário, esse tipo de utilidade cotidiana mostra como empresas com fins lucrativos podem gerar impacto social em escala.

Impostos e críticas a bilionários

Bezos também rebateu críticas de que não paga impostos suficientes.

“As pessoas às vezes dizem que eu não pago impostos. Não é verdade. Eu pago bilhões de dólares em impostos”, disse.

O fundador da Amazon afirmou que dobrar sua carga tributária não resolveria, sozinho, os problemas de trabalhadores americanos.

“Você poderia dobrar os impostos que eu pago, e isso não vai ajudar aquela professora no Queens. Eu prometo”, afirmou.

Proposta para trabalhadores de menor renda

Na entrevista, Bezos defendeu eliminar o imposto de renda para a metade dos americanos com menor renda.

“Uma enfermeira no Queens que ganha US$ 75.000 por ano paga mais de US$ 12.000 por ano em impostos. Isso realmente faz sentido?”, disse.

Ao mesmo tempo, o bilionário criticou políticos que, segundo ele, usam uma técnica antiga de escolher um vilão e apontar culpados.

Para Bezos, nesse debate, o vilão escolhido costuma ser o mais rico.

IA e Trump também entraram na conversa

Bezos também falou sobre inteligência artificial e rejeitou a ideia de que a tecnologia irá destruir empregos.

O empresário disse acreditar que a IA deve elevar trabalhadores e aumentar a produtividade.

Na mesma entrevista, afirmou ver Donald Trump como uma versão “mais madura” e “mais disciplinada” de si mesmo no segundo mandato.

Bezos também negou que a decisão da Amazon de lançar um documentário sobre Melania Trump tenha sido uma tentativa de agradar o presidente.

“Estou do lado da América”, disse Bezos. “E é aí que os líderes empresariais deveriam estar.”

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