Tecnologia

OpenAI prepara chip próprio para celular e mira lançamento de smartphone em 2028

Com processadores próprios, OpenAI deseja ampliar alcance e estuda lançamento de celular com IA embutida em hardware e software

OpenAI: empresa quer acelerar adoção de IA no setor de smartphones (Getty Images)

OpenAI: empresa quer acelerar adoção de IA no setor de smartphones (Getty Images)

Maria Eduarda Cury
Maria Eduarda Cury

Colaboradora

Publicado em 27 de abril de 2026 às 09h56.

OpenAI começou a desenvolver processadores exclusivos para celulares em parceria com as empreas MediaTek e Qualcomm. Segundo o analista Ming-Chi Kuo, a companhia de inteligência artificial também escolheu a Luxshare como a responsável pela fabricação e desenvolvimento do design dos produtos que devem começar a ser vendidos em 2028, com o início da produção em massa. A ideia é que que os processadores equipem o primeiro smartphone da empresa.
De acordo com ele, a popularidade da IA como ferramenta tem feito usuários desejarem cada vez menos aplicativos em seus smartphones. "Isso muda fundamentalmente a forma como as pessoas pensam sobre os smartphones", opinou o analista da TF International Securities. Como criadora do ChatGPT, uma das mais populares ferramentas de IA do mundo, a OpenAI teria uma vantagem significativa em adaptar o funcionamento de dispositivos móveis para a era da IA — algo que a Apple tem tentado provar ser capaz de fazer com ferramentas nativas.
Enquanto as tarefas que mais demandam inteligência seriam transferidas para a nuvem do aparelho, o hardware seria capaz de realizar ações mais simples com agilidade. Kuo também opinou que a empresa poderia se beneficiar ao "oferecer pacotes de assinatura com hardware" para "construir um novo ecossistema de agentes de IA com desenvolvedores".
A Qualcomm entra como parceira após ter alta na bolsa devido ao investimento no segmento de chips aceleradores de inteligência artificial. Os produtos da empresa focam em execução de modelos prontos e utilizam NPUs Hexagon, o que fez com que a empresa começasse a disputar um mercado liderado com folga pela Nvidia. 

OpenAI pode sair na frente com agente de IA como smartphone

Assim como o Google fez com os chips Tensor, a OpenAI quer trabalhar em cima de processadores system-on-chip (SoC). Isso significa que as configurações avançadas terão como foco a agilidade de desempenho da IA ao invés de apoio primário em poder computacional. O próprio Tensor G5 chamou a atenção com recursos de IA locais, como ligações em tempo real e enquadramento de fotos, mas a OpenAI daria um passo além com a estratégia de integração.
"Somente controlando totalmente tanto o sistema operacional quanto o hardware é que a OpenAI pode fornecer um serviço completo de agente de IA", declarou Kuo. O smartphone, hoje, é como um parceiro tecnológico que acompanha o indivíduo em todos os momentos e, portanto, tem mais dados sobre o usuário do que qualquer outro aparelho de uso diário. A adoção da IA no hardware aprimoraria a execução de aplicativos comandados pela tecnologia como uma conexão de fluxo único.
Embora as conversas ainda estejam em estágios iniciais, Kuo aponta que o calendário pode implicar que fornecedores estejam a postos para início de produção já nos primeiros meses de 2027.
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