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Nuvem e trabalho remoto: o que esperar dos resultados da Microsoft

Empresa acumulou alta de 42% nas ações em 2020. Resultado desta terça pode ajudar a entender o que será de 2021

Satya Nadella, CEO da Microsoft: executivo já afirmou que planeja consolidar Microsoft Teams como app de trabalho definitivo este ano (Lucas Jackson/Reuters)

Satya Nadella, CEO da Microsoft: executivo já afirmou que planeja consolidar Microsoft Teams como app de trabalho definitivo este ano (Lucas Jackson/Reuters)

TL

Thiago Lavado

Publicado em 26 de janeiro de 2021 às 06h00.

A gigante de software Microsoft divulga seu resultado do trimestre fiscal relativo aos últimos 3 meses de 2020 e os investidores estarão de olho em dois aspectos do negócio: o desempenho do segmento de computação em nuvem e o crescimento no número de usuários de serviços da empresa.

A Azure, divisão de computação em nuvem da empresa, tem sido o motor de crescimento, com a digitalização das empresas — um processo acelerado pela pandemia. Neste trimestre não deve ser diferente, mas o ritmo de crescimento é algo que investidores estão acompanhando. No último trimestre o segmento cresceu 48%, abaixo dos 50% do trimestre anterior.

É esperado que a Microsoft apresente faturamento de 40,1 bilhões de dólares, acima de 36,9 bilhões de um ano antes. Também espera-se uma alta de 8% no lucro.

A demanda por serviços em nuvem e soluções para trabalho remoto ajudaram a Microsoft a ter uma alta nas ações durante a pandemia de covid-19. Em 2020, os papéis da empresa acumulam alta de 42%, mais do dobro do rendimento do índice S&P 500, que subiu 16% no último ano.

O desempenho de serviços como o Microsoft Teams também pode demonstrar o crescimento dos aplicativos e outros softwares da Microsoft. Entre julho de 2019 e final de setembro de 2020 o número de usuários diários saiu de 13 milhões para 115 milhões. A pandemia, o trabalho de casa e o distanciamento colaboraram, e o CEO Satya Nadela planeja consolidar o Teams como o app definitivo.

O Teams e a Microsoft não estão sozinhos nesse mercado: concorrentes como Zoom e até o Slack, que foi adquirido no final do ano pela Salesforce por 27 bilhões de dólares, ganharam escopo e usuários durante 2020.

O plano parece ser integrar o sistema ao já conhecido pacote de soluções Office e ampliar a gama de produtos que a Microsoft oferece às empresas.

O resultado desta terça-feira pode deixar mais claro se empresa está no caminho de trilhar crescimento semelhante ao de 2020.

 

 

 

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