Para a Microsoft, 2021 será o ano do Teams

De acordo com Satya Nadella, CEO da empresa, é hora de consolidar plataforma como software definitivo

O software de reuniões e organização empresarial Teams foi um dos sucessos de 2020 na Microsoft. Entre julho de 2019 e final de setembro de 2020 o número de usuários diários saiu de 13 milhões para 115 milhões. A pandemia, o trabalho de casa e o distanciamento colaboraram, claro, com empresas precisando adotar recursos para integrar equipes e melhorar rotinas de trabalho.

O Teams não figurou sozinho nessa ascensão, concorrentes como Zoom e até o Slack, que foi adquirido no final do ano pela Salesforce por 27 bilhões de dólares, ganharam escopo e usuários durante 2020.

Para Satya Nadella, o presidente que comanda o gigante Microsoft, 2021 será o ano de consolidar o Teams como um software definitivo, tão importante quanto um sistema operacional ou o navegador web.

Em entrevista para o jornal britânico Financial Times, o CEO afirma que o software é uma nova camada de organização, capaz de unir as principais ferramentas que trabalhadores precisam com funções de colaboração, reuniões em vídeo, chat e outras aplicações de negócios.

"Na China, o WeChat é a internet, e esse é um grande exemplo", disse Nadella ao periódico. "Não há um equivalente Ociental. Teams é provavelmente o mais próximo quando se trata da área de trabalho".

Antes da pandemia, o software dificilmente poderia ser colocado como um sucesso: feito para competir com o Slack, então uma startup de comunicação que ganhava no mercado. A necessidade de reuniões em vídeo garantiu bastante do fôlego que culminou no crescimento do Teams durante a pandemia.

Agora, o plano é permitir que as ferramentas tradicionais do pacote Office — como Word, PowerPoint e Excel — possam ser acessadas pelo Teams.

A ideia é também abrir a plataforma para desenvolvedores externos, permitindo uma nova geração de aplicativos que possam ser integrados à plataforma, dando maior liberdade para que empresas possam repensar processos e trabalho em torno da plataforma. No ano passado, uma parceria com o aplicativo de bem-estar e meditação Headspace já havia sido anunciada nesse sentido.

De acordo com especialistas ouvidos pelo Financial Times, a Microsoft ganhou da concorrência, ofertando o Teams gratuitamente junto de seu pacote de serviços empresariais. A aquisição do Slack foi um sinal de que a plataforma ficou sem saída.

Para Nadella, os planos para 2021 envolvem agora preparar o Teams para que possa ser usado em um modelo híbrido, adaptado para o fim da pandemia de covid-19. A crença de Nadella e do time da Microsoft é que o trabalho não será o mesmo após este evento, e o mundo irá requerer um misto de softwares adaptados para trabalhar em tempo real, mas também em horários próprios, garantindo maior flexibilidade.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 9,90/mês

  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês

  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.

Atenção! A sua revista EXAME deixa de ser quinzenal a partir da próxima edição. Produziremos uma tiragem mensal. Clique aqui para saber mais detalhes.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.