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Cartão virtual: como criar um e quando é a melhor hora para usar

Versão digital do cartão de crédito protege dados em compras online, mas exige configuração correta de limite e validade para reduzir o risco de fraude

Cartão virtual: como criar e usar a versão digital do cartão de crédito com mais segurança (Magnific/Reprodução)

Cartão virtual: como criar e usar a versão digital do cartão de crédito com mais segurança (Magnific/Reprodução)

Marina Semensato
Marina Semensato

Colaboradora

Publicado em 9 de julho de 2026 às 10h00.

O cartão virtual é uma versão digital do cartão de crédito ou débito, com número, validade e código de segurança (CVV) próprios, gerada pelo app do banco para que o titular não precise expor os dados do cartão principal em compras online. É uma tecnologia que surgiu em meio ao aumento de denúncias de golpes com cartões clonados e vazamentos de dados em lojas virtuais.

A proteção vem de um processo chamado tokenização. Em vez de transmitir o número real do cartão, o app do banco substitui essa informação por um token, um código criptografado que só funciona naquela transação ou período específico. Se os dados vazarem, esse token não pode ser usado para outra compra.

Essa camada extra de segurança, porém, só funciona quando o cartão virtual é usado da forma certa. Deixá-lo ativo por meses, com limite alto, transforma a versão digital em um segundo cartão permanente.

Cartão virtual é mais seguro que o físico?

A vantagem aparece em situações em que o titular não tem controle sobre como o site armazena os dados de pagamento. As quatro condições de uso mais indicadas são:

  1. Compras em sites desconhecidos ou internacionais: o cartão virtual isola a transação. Se a loja for fraudulenta, os dados capturados expiram antes de serem reutilizados;
  2. Testes gratuitos que viram assinatura automática: criar um cartão virtual com limite baixo (R$ 5 a R$ 10 acima do valor cobrado) impede cobranças inesperadas caso o titular esqueça de cancelar o serviço;
  3. Compras pontuais de valor alto: configurar o limite do cartão virtual próximo ao valor exato da compra (uma compra de R$ 89,90 com limite de R$ 100, por exemplo) reduz o prejuízo potencial em caso de fraude;
  4. Assinaturas recorrentes (streaming, apps, serviços mensais): usar um cartão virtual fixo com validade de um mês e limite pouco acima da mensalidade protege o cartão principal sem interromper o serviço.

Quando não usar o cartão virtual?

Hoje em dia, são poucos os momentos em que o cartão físico vale mais a pena que o virtual. Por exemplo, em compras presenciais que exigem apresentação do cartão — como locadoras de veículos e hotéis que fazem pré-autorização no balcão.

Ingressos para shows e eventos que pedem o cartão usado na compra para retirada na bilheteria também podem gerar problemas com versões de uso único, já que os dados expiram antes do evento.

Como criar um cartão virtual nos principais bancos brasileiros

O processo de criar um cartão virtual é gratuito e leva menos de um minuto na maioria dos apps bancários.

  1. Abrir o app;
  2. Acessar a área de cartões;
  3. Tocar em "Criar cartão virtual";
  4. Definir limite e validade;
  5. Confirmar com senha ou biometria.

Alguns bancos, como o Nubank, permitem criar cartões virtuais temporários, que expiram em 24 horas. São boas opções para compras que precisam de limites grandes.

Como aumentar a segurança do cartão virtual?

Gerar o cartão na hora da compra — e não dias antes — reduz a janela de exposição dos dados. Após a transação, bloquear ou excluir o cartão virtual impede qualquer cobrança futura com aquelas informações.

Além disso, manter autenticação em dois fatores ativa no app do banco e monitorar o extrato com frequência para contestar cobranças não reconhecidas. O cartão virtual protege contra o vazamento de dados no site da loja, mas não substitui a segurança do próprio dispositivo, como a senha forte e biometria.

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