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E se o X acabar? Veja 4 alternativas ao antigo Twitter

Com a ameaça de desrespeitar as determinações do STF, Elon Musk pode ver sua empresa bloqueada no Brasil; aos usuários, restará migrar para serviços similares

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Redação Exame

Publicado em 10 de abril de 2024 às 10h41.

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Com as trocas de farpas entre o bilionário Elon Musk e o ministro Alexandre de Moraes nos últimos dias, há uma remota chance do X, antigo Twitter, deixar de existir no Brasil.

O CEO, que comprou a empresa no final de 2022, reafirmou nesta quarta-feira, 09, que vai tirar funcionários da rede social do Brasil depois da Polícia Federal (PF) anunciar que vai investigar se Musk cometeu algum crime ao ameaçar descumprir decisões do STF e criticar o ministro Alexandre de Moraes.

Nos últimos dias, o empresário prometeu reativar perfis bloqueados por determinação do STF e deu a entender que poderia encerrar as operações no Brasil por "princípios". O bilionário fez uma série de publicações polêmicas, chegando até a acusar Moraes de "ter Lula numa coleira".

Bluesky

O Bluesky se parece e funciona como o Twitter à primeira vista. O app, na verdade, começou como um projeto dentro do Twitter que buscava construir uma infraestrutura descentralizada para redes sociais

Lançada para todo o público em fevereiro de 2024, a plataforma é de código aberto, o que dá transparência sobre o que está sendo construído e como. Essa configuração dá aos usuários mais poder para controlar e organizar sua experiência na rede social. 

Mastodon

A plataforma Mastodon é como uma mistura entre o Twitter e os blogs do Tumblr, criada por uma organização alemã sem fins lucrativos.

Assim como o Bluesky, o Mastodon é de código aberto. Nela, usuários podem criar e manter as próprias comunidades (abertas ou privadas).

O que isso significa é que a rede social acaba sendo um conglomerado de servidores e os usuários são livres para migrar entre eles, estabelecendo novas conexões independente da sua "turma".

O mastodon.social e o mastodon.online acabam sendo as comunidades principais, como uma porta de entrada aos novos usuários que ainda não sabem quais dos outros 2.400 servidores eles vão ingressar.

Threads

Criado em 2023, o Threads é a tentativa da Meta de ter o próprio Twitter apesar que Zuckerberg negue isso veementemente.

Adam Mosseri, CEO do Instagram, reforçou que a plataforma não busca atrair veículos de notícias e discussões políticas, alegando que esses tópicos geram "negatividade" e não são benéficos para os negócios.

Embora o Threads tenha se beneficiado do lançamento com acesso antecipado a influenciadores, a falta de recursos semelhantes aos do Twitter, como uma timeline cronológica, pode ter contribuído para o decréscimo da atividade dos usuários. Menos de um mês após o lançamento, o app teve uma queda de 70% no número de usuários ativos.

Hoje, postagens do Threads aparecem no feed do Instagram como uma forma de "atiçar" os usuários a entrarem de novo no app. Talvez a saída do X no Brasil pode concretizar o sucesso da concorrência.

Koo

O Koo foi lançado em março de 2020 como um microblog alternativo para compartilhar atualizações e opiniões pessoais.

Um dos diferenciais da plataforma é ter suporte para diversos idiomas indianos, além de ser a única rede social do país que compete com outras plataformas globais do mesmo formato.

Atualmente, a plataforma está disponível em 10 idiomas e tem usuários de mais de 100 países, incluindo EUA, Reino Unido, Canadá e o Brasil. É possível baixar o app para o sistema Android ou iOS.

É possível dizer que o sucesso do Koo vem de crises. A rede social, que ganhou fama entre os brasileiros quando Musk comprou o Twitter em 202, foi criada na Índia em meio a tensões do governo de Narenda Modi com a rede social do passarinho, na época acusado de favorecer detratores do governo.

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