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Blue Origin cria rede de satélites TeraWave para competir com a Starlink

Rede terá mais de 5,4 mil satélites interconectados e mira empresas, data centers e governos

TeraWave chega para competir com a Starlink em 2027 (Andrew Harrer/Bloomberg/Getty Images)

TeraWave chega para competir com a Starlink em 2027 (Andrew Harrer/Bloomberg/Getty Images)

Marina Semensato
Marina Semensato

Colaboradora

Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 08h11.

A Blue Origin, empresa aeroespacial fundada por Jeff Bezos, anunciou nesta sexta-feira, 23, a criação da TeraWave, uma rede de satélites para transmissão de internet. O movimento a coloca como concorrente direta da Starlink, de Elon Musk, no fornecimento de conectividade para data centers, empresas e governos.

O projeto foi formalizado por meio de pedidos enviados à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC). Nos documentos, a empresa solicita isenções regulatórias para acelerar a implantação da rede e viabilizar o início das operações em escala comercial.

Estrutura e diferenciais

Segundo a empresa, a TeraWave contará com 5.408 satélites interconectados via laser, operando em órbita terrestre baixa (LEO) e média (MEO). O lançamento está previsto para o quarto trimestre de 2027, com uso dos foguetes New Glenn, também da Blue Origin.

Ao contrário da Starlink, voltada principalmente à oferta de internet para consumidores finais, a TeraWave foca em aplicações corporativas de alta demanda de dados. A Blue Origin afirma que a rede oferecerá velocidades simétricas de até 6 terabits por segundo (Tbps), uma taxa cerca de 6.000 vezes superior a serviços tradicionais de banda larga via satélite.

De acordo com a companhia, a arquitetura será dividida entre 5.280 satélites em LEO, capazes de fornecer velocidades de acesso de até 144 Gbps, e 128 satélites em MEO, responsáveis por conexões na ordem de terabits, para auxiliar na eficiência do tráfego de dados.

A iniciativa também deve competir com o Amazon Leo, serviço de internet via satélite idealizado por Bezos enquanto era CEO da Amazon. Antes chamado de Projeto Kuiper, o Amazon Leo prevê velocidades de download de até 1 gigabit por segundo (Gbps) para usuários finais.

"O TeraWave atende às necessidades não satisfeitas de clientes que buscam maior taxa de transferência, velocidades simétricas de upload e download, mais redundância e escalabilidade rápida", afirmou a empresa no comunicado.

A Blue Origin destacou que o modelo de rede multiórbita foi projetado para facilitar links de altíssima capacidade entre hubs globais, além de conexões em escala para usuários distribuídos geograficamente, sobretudo em regiões do mundo com acesso limitado à infraestrutura de fibra óptica.

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