Aeroporto de Dubai, nos Emirados Árabes: de janeiro a abril a demanda de voos para empresas aéreas da região caiu 46%, segundo a Iata (Arwan Naamani/AFP/Getty Images)
Repórter de internacional e economia
Publicado em 25 de junho de 2026 às 06h00.
Última atualização em 25 de junho de 2026 às 13h58.
O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã trouxe graves efeitos para algumas das maiores e mais luxuosas empresas aéreas globais. Emirates, Etihad e Catar possuem suas bases na região do Golfo Pérsico, perto do Irã, e as represálias iranianas aos ataques dos EUA afetaram aeroportos e deixaram um morto e pelo menos 11 feridos, no início dos confrontos, em fevereiro.
Os voos foram retomados, mas os passageiros estão com receio. De janeiro a abril, a demanda caiu 46,6% para as empresas da região na comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata).
A entidade estima que as empresas aéreas do Oriente Médio, como um todo, terão prejuízo de 4,3 bilhões de dólares em 2026.
No ano passado, elas haviam lucrado 7,2 bilhões de dólares. A alta do preço do combustível, outro efeito da guerra, contribuiu para isso.
A retomada da região ainda dependerá muito de como se desenrolará o conflito, marcado por tréguas que acabam sendo desrespeitadas. Em meados de junho, os EUA e o Irã firmaram um acordo de paz cuja duração ainda é alvo de ceticismo. As empresas também buscam saídas.
Além de promoções, uma ideia é oferecer um seguro como garantia de que os passageiros chegarão ao seu destino, mesmo que a viagem seja feita por outra rota. “Uma das grandes preocupações é não conseguir voltar. Vamos trazer você de volta, seja pela Emirates ou não”, diz Tim Clark, presidente da empresa.

Para a Iata, a região deverá recuperar seu ritmo, pois há baixo endividamento das companhias e menos impostos.
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No entanto, poderá haver mudanças. “No longo prazo, as vantagens estruturais devem sustentar a recuperação do tráfego, embora potencialmente com margens menores, o que poderá levar a uma revisão do modelo baseado em hubs”, afirma a entidade.