(Arte/Exame)
Repórter
Publicado em 26 de agosto de 2026 às 21h00.
A inteligência artificial virou um ponto de encontro entre negócios bem diferentes. Na Fortio Soluções Logísticas, de Belo Horizonte, ela ajuda a tirar o atrito de uma operação que conecta indústrias, transportadoras e caminhoneiros.
A empresa liderou o grupo ao avançar 101,9%, de 2,06 milhões de reais para 4,17 milhões de reais em receita operacional líquida. Para Thiago dos Santos, CEO da Fortio, o caminho foi ajustar o produto às dores dos clientes, reforçar vendas e retenção e “usar a tecnologia para que ela realmente gere valor”.
A plataforma reúne serviços como contratação, rastreamento e antecipação de crédito e prepara recursos de IA no WhatsApp para cadastro de motoristas e acompanhamento de cargas.
Na T&D Sustentável, de Macaé, no norte fluminense, a receita subiu 85,4%, de 2,26 milhões para 4,19 milhões de reais. A empresa, fundada em 2018, atua na redução do consumo de água de grandes companhias e é remunerada conforme a eficiência gerada.
O avanço veio de contratos corporativos de longa duração e da abertura de unidades para acompanhar clientes com operações em diferentes estados. A IA entrou no processamento de dados e na identificação mais rápida de desvios de consumo.
Thiago dos Santos, da Fortio: tecnologia, vendas e recorrência ajudaram a empresa a mais que dobrar a receita em um ano (Fortio/Divulgação)
A Guardian RH, de Nova Lima, na Grande Belo Horizonte, avançou 83,2%, de 2,02 milhões para 3,71 milhões de reais. Seu software por assinatura automatiza conferências da folha de pagamento e se integra a sistemas como SAP, Totvs, Senior e Sankhya.
Com mais de 120 empresas clientes, a Guardian também levou a IA para dentro da operação, com CRM, dashboards, um SDR digital e agentes capazes de identificar e corrigir dados nos sistemas de RH.
Marcia Monteiro, da Arquiteto de Bolso: a empresa ampliou a atuação no mercado imobiliário e avançou com projetos apoiados por inteligência artificial (Arquiteto de Bolso/Divulgação)
Já a paulistana Arquiteto de Bolso cresceu 8,6%, de 3,85 milhões de reais para 4,18 milhões de reais, ao ampliar a atuação com construtoras, incorporadoras e imobiliárias. Nascida em 2016 para ampliar o acesso a projetos de arquitetura, a empresa levou para o B2B a experiência acumulada no atendimento ao consumidor.
“Uma das principais estratégias foi a atenção para acompanhamento e análise dos dados com foco nas dores do mercado”, afirma Marcia Monteiro, CEO da empresa.
A companhia passou a desenvolver soluções de IA para o setor imobiliário, incluindo imagens e ambientes digitais usados na apresentação e na venda de apartamentos. Em quatro trajetórias distintas, dados e automação ganharam espaço como ferramentas para escalar operações sem perder de vista problemas concretos dos clientes.
A tecnologia entrou como ferramenta, não como vitrine.