(Arte/Exame)
Editor de Negócios e Carreira
Publicado em 26 de agosto de 2026 às 21h00.
A lista de empresas da nova categoria do NEEX 2026 tem um quê de déjà vu. Das 13 selecionadas, seis estiveram na edição do ano passado, na categoria de 300 milhões a 600 milhões de reais, até então a dos negócios mais graúdos do anuário.
É o caso da paulistana Zoop, braço de estrutura financeira do iFood que atua no modelo de fintech as a service em linha com o que também faz a QI Tech, de São Paulo, empresa líder em expansão desta categoria. O principal motor do crescimento da Zoop é o Tap to Pay, uma tecnologia que transforma qualquer celular numa maquininha de cartão.
A tecnologia é uma mão na roda para pequenos empreendedores ou ambulantes. Só em 2025, a Zoop processou mais de 21 milhões de transações com a solução, sete vezes mais do que no ano anterior.
Com o Tap to Pay, a Zoop superou 1 milhão de dispositivos ativos em apenas dois anos. Antes, a empresa havia levado 12 anos para colocar 100.000 maquininhas físicas no mercado.
“A gente transformou o pagamento de hardware em software”, diz o CEO Cesário Martins. A tecnologia colaborou para a Zoop ter receita líquida de 887 milhões de reais em 2025, 153% acima do ano anterior, o que a colocou em segundo lugar na categoria.
Cesário Martins, da Zoop: 21 milhões de transações por celular em 1 ano (Zoop/Divulgação)
Outra presença constante no NEEX é o plano de saúde Leve, do Rio de Janeiro. Fundada em 2021, a operadora cresceu na contramão do mercado. Enquanto as maiores players focam em contratos corporativos para adultos em idade ativa, a Leve foca o cliente pessoa física a partir de 45 anos, um público pouco desejado em razão dos custos em alta com consultas, exames e internações à medida que a idade dos clientes avança.
Como a Leve fecha a conta? “Desde o início, a nossa tese foi verticalizar”, diz o fundador Ulisses Silva, que passou por grandes players da saúde, como Athena e Medial, antes de empreender. A Leve administra 12 clínicas próprias no Rio de Janeiro. Em 2026, abriu a primeira unidade em Curitiba. Em 2025, a operadora teve receita de 662 milhões de reais, alta de 62% em 12 meses.
As catarinenses Zoom Holding, de infraestrutura para TI e data centers, e Selbetti, de integração de sistemas; a carioca Montreal Informática, de soluções para biometria e identificação civil; e a incorporadora goiana City completam a lista de empresas que também estiveram na categoria de 300 milhões a 600 milhões de reais no ano passado.
Ulisses Silva, da Leve Saúde: foco num público que os concorrentes não querem (Leve Saúde/Divulgação)