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Revista Time escolhe Volodymyr Zelensky como "Personalidade do Ano"

Eleito em 2019, ele que então era um comediante sem experiência na vida pública, passou a se tornar uma espécie de “alvo número um” da gestão de Putin

Segundo a Time, a coragem de Zelensky como líder em tempo de guerra, foi contagiosa e se espalhou por todo o país (Ukrainian Presidency / Handout/Anadolu Agency/Getty Images)

Segundo a Time, a coragem de Zelensky como líder em tempo de guerra, foi contagiosa e se espalhou por todo o país (Ukrainian Presidency / Handout/Anadolu Agency/Getty Images)

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Antonio Souza

7 de dezembro de 2022, 11h25

revista Time anunciou nesta terça-feira, 7, o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky como a Personalidade do Ano. A premiação, que ocorre desde 1927, aponta as pessoas mais influentes do ano em diferentes categorias.

Segundo a Time, a coragem de Zelensky como líder em tempo de guerra, foi contagiosa e se espalhou por todo o país. Eleito em 2019, ele era então um comediante sem experiência na vida pública, e passou a se tornar uma espécie de “alvo número um” da gestão de Putin. 

Na divulgação, a revista declarou: "Sua coragem passou a definir seus compatriotas ucranianos. Em vez de correr para salvar suas vidas, muitos ucranianos pegaram todas as armas que puderam encontrar e correram para defender suas vilas e cidades contra uma força invasora armada com tanques e helicópteros de ataque."

Quem é Volodymyr Zelensky? 

Nascido no sudeste da Ucrânia, Zelensky é filho de pais judeus e estudou na Universidade Nacional Econômica de Kiev, onde conquistou o título de bacharel em direito. Apesar do diploma, nunca exerceu a profissão e ingressou na carreira artística ainda aos 17 anos. 

Zelensky se tornou presidente quase que ao acaso. Antes de ingressar na vida pública, ele interpretou o cargo que veio a ocupar de fato na série “Servo do Povo”, satirizando temas como o ultranacionalismo ucraniano. 

Em 2019, com um patrimônio de US$ 1,5 milhão, se candidatou ao cargo público com o mantra de ir contra a corrupção e de ser um candidato de fora do establishment político. A campanha foi focada principalmente nas redes sociais, em que viralizou com discursos anticorrupção. Apesar do ceticismo, a estratégia deu resultado: ele teve 73% dos votos no segundo turno, derrotando Petro Poroshenko, o então presidente.

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