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Rael aposta em álbum mais íntimo e diz rejeitar fórmulas de mercado

Disco foi lançado na quinta-feira, 26, e traz reflexões sobre indústria, identidade e autonomia artística

Rael: novo álbum marca fase mais introspectiva e crítica à indústria musical (Daniela Toviansky/Divulgação)

Rael: novo álbum marca fase mais introspectiva e crítica à indústria musical (Daniela Toviansky/Divulgação)

Publicado em 27 de março de 2026 às 14h24.

Rael lançou na quinta-feira, 26, o álbum “Nas Profundezas da Onda”, projeto que marca uma nova fase em sua trajetória, com foco em um mergulho mais íntimo e autoral.

O disco chegou às plataformas digitais com 11 faixas inéditas e sem participações, que contrasta com trabalhos anteriores conhecidos por várias colaborações

Segundo o artista, a decisão de seguir um caminho mais solo está ligada à busca por autenticidade e não a estratégias de mercado. “Eu não fiz pensando no mercado, no algoritmo, porque isso não se reflete na realidade também. Só porque você tem um disco cheio de feat não quer dizer que você vai expandir isso com a música”, afirmou à EXAME.

Disco aprofunda identidade e crítica à indústria

Em “Nas Profundezas da Onda”, Rael aposta em um trabalho mais introspectivo, que alterna entre momentos melódicos, sensoriais e reflexivos. O projeto conta com gêneros como afrobeat, boom bap, rap e reggae, mantendo a mistura de influências.

“Foi um mergulho que eu queria fazer sozinho. É um disco que fala mais de mim. Eu fiz pensando na música e no que eu estava sentindo, dando vazão aos meus sentimentos”, afirmou.

O álbum também traz críticas à dinâmica atual da indústria musical, especialmente ao peso dos algoritmos e das tendências. “Eu faço uma crítica a como esses algoritmos acabam deixando a gente meio refém, como se existisse um caminho para fazer música funcionar ou para ter mais notoriedade”, disse.

Na avaliação de Rael, a pressão por desempenho nas plataformas digitais não necessariamente se traduz em relevância real.

“Claro que todos nós almejamos crescer nas plataformas. Existe uma pressão por números. Mas eu tenho me perguntado cada vez mais se é isso mesmo que tem que ser”, disse.

Ele cita a diferença entre alcance digital e presença em shows como exemplo. “Conheço muita gente que tem números altos, mas não consegue lotar uma casa, enquanto eu dou sold out.”

Para o cantor, essa resposta tem mais valor do que métricas digitais. “Prefiro a sensação palpável de fazer um show e ter as pessoas lá para me ver, do que ter só volume nas redes que eu não sei se se converte numa realidade.”

O álbum já está disponível nas principais plataformas.

 

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