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Metroviários de SP desistem de greve no Metrô marcada para quarta-feira

A maioria dos servidores votou a favor de uma proposta apresentada pelo Metrô na tarde desta terça-feira e desistiu da greve

Metrô de São Paulo (Metrô de SP/Divulgação)

Metrô de São Paulo (Metrô de SP/Divulgação)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 12 de maio de 2026 às 21h46.

Última atualização em 12 de maio de 2026 às 21h51.

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O sindicato dos metroviários de São Paulo decidiu nesta terça-feira, 12, não realizar a greve programada para a quarta-feira, 13.

Durante a assembleia realizada, a proposta de paralisação foi revista e, após votação, a maioria optou por aceitar a proposta apresentada pelo Metrô nesta tarde em reunião no Tribunal do Trabalho.

A principal reivindicação da categoria, que inclui a realização de um concurso público para repor o quadro de funcionários da companhia, ainda permanece em pauta.

Segundo a entidade, o metrô está há mais de 10 anos sem concurso público e teve o quadro de servidores reduzido pela metade no período.

O sindicato aponta que o governador Tarísio de Freitas (Republicanos) decidiu não realizar concurso e que a direção do Metrô estava buscando na terceirização a forma de ocupar os postos de trabalho.

Hoje, a estatal que administra as linhas 1, 2 e 3 tem 5,6 mil funcionários.

Embora a greve tenha sido evitada, o sindicato segue pressionando por melhorias nas condições de trabalho, com foco no concurso público, na negociação de planos de saúde e na igualdade salarial para funções semelhantes dentro da companhia.

Plano de saúde e participação nos resultados também são questionados

Além da exigência de um concurso, os trabalhadores questionam mudanças nos planos de saúde e exigem a abertura de negociação da igualdade salarial para funcionários que realizam a mesma função e a garantia de ajustes na participação nos resultados da companhia.

"A greve pode ser evitada se o governo estadual e a direção do Metrô deixarem a intransigência de lado e negociarem com a categoria", escreveu o sindicato em nota.

Nos últimos meses, a categoria também questiona os planos do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de conceder as linhas administradas pelo Metrô.

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