Michael Jackson: cantor morreu em junho de 2009 (Bill Nation/Sygma/Getty Images)
Editora-assistente de Marketing e Projetos Especiais
Publicado em 25 de abril de 2026 às 14h29.
Última atualização em 26 de abril de 2026 às 14h00.
A nova cinebiografia de Michael Jackson chegou aos cinemas brasileiros nesta semana, mas chamou atenção pela ausência de uma figura central da família: Janet Jackson. A ausência da artista de R&B e irmã da lenda do pop foi confirmada por um dos membros da família.
Segundo La Toya Jackson, a artista foi convidada a integrar o projeto, mas optou por não autorizar sua representação no filme. “Eu gostaria que todos estivessem no filme. Ela foi convidada e gentilmente recusou, então precisamos respeitar essa decisão”, afirmou La Toya durante a estreia do longa em Hollywood, segundo a Variety.
Produzido pela Universal Pictures, o filme percorre a trajetória de Michael desde a infância, nos anos 1960, quando integrou o grupo Jackson 5, até o período de maior projeção internacional, marcado por álbuns como Off the Wall (1979) e Thriller (1982), além da turnê Victory Tour.
Dirigido por Antoine Fuqua, o filme traz Jaafar Jackson, sobrinho do cantor e e filho de Jermaine Jackson, no papel principal. A atuação foi destacada por La Toya, que afirmou que o desempenho do ator aproxima o público da imagem original do cantor. Segundo ela, a interpretação faz com que o espectador, em alguns momentos, esqueça que se trata de um ator.
O elenco inclui ainda Colman Domingo como Joe Jackson, Nia Long como Katherine Jackson e Jessica Sula interpretando La Toya. A versão infantil do artista é vivida por Juliano Valdi.
Diretor do longa, Antoine Fuqua afirmou que buscou envolver a família na produção para garantir maior proximidade com a história retratada. Sobre Janet, disse respeitar a decisão e destacou que ela apoia o trabalho de Jaafar.
Janet Jackson (Herbert Knosowski/AFP)
O projeto conta com investimento do espólio de Michael Jackson, enquanto Prince Jackson atua como produtor executivo. Já os filhos Bigi e Paris Jackson não participaram do filme. Segundo a Variety, Paris criticou publicamente a obra, afirmando que há “muitas imprecisões” e “mentiras evidentes”, além de dizer que o longa atende a uma parcela específica de fãs do pai.
A cinebiografia será dividida em duas partes, já que o material original ultrapassou três horas e meia. A continuação deve focar na fase solo do cantor.
Anunciado em 2019 pelo produtor Graham King, o filme enfrentou atrasos ao longo da produção, incluindo questões legais relacionadas a acusações de abuso sexual contra o artista.
O lançamento marca mais um capítulo nas tentativas de retratar a vida do Rei do Pop no cinema, em meio a debates sobre legado, memória e controvérsias que cercam sua trajetória.