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Para investidor, cartas Pokémon serão o dinheiro pós-apocalíptico

Peter Levin, fundador da empresa de investimentos Griffin Gaming Partners, afirmou que os itens colecionáveis têm alta valoração

Pokémon: para investidor, se o mundo acabasse amanhã, as cartas poderiam se tornar a moeda global no dia seguinte (John Keeble/Getty Images)

Pokémon: para investidor, se o mundo acabasse amanhã, as cartas poderiam se tornar a moeda global no dia seguinte (John Keeble/Getty Images)

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 9 de setembro de 2026 às 17h39.

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Para Peter Levin, fundador da empresa de investimentos Griffin Gaming Partners, o futuro das cartas colecionáveis é tão promissor que ele tem uma previsão inusitada. O investidor disse à The Hollywood Reporter, se o mundo acabasse amanhã, as cartas de Pokémon poderiam se tornar a moeda global no dia seguinte.

Levin não fala como um observador distante. O investidor é colecionador desde a infância e afirma ter mais de 500 mil cartas. Ao longo da carreira, também teve contato direto com o mercado por meio de seu trabalho na CAA, quando a agência representava a Topps, uma das maiores empresas do setor.

Segundo ele, as cartas deixaram de ser apenas um hobby infantil e passaram a ocupar espaço como ativos colecionáveis, impulsionadas pela nostalgia, pelas redes sociais, pelos videogames e pelo interesse crescente de grandes empresas de entretenimento.

Por que Pokémon ganhou tanto valor?

Na avaliação de Levin, Pokémon foi fundamental para transformar as cartas colecionáveis em um fenômeno global. Originado no Japão, o jogo se espalhou internacionalmente no fim dos anos 1990 e início dos anos 2000, passou por períodos de alta e baixa e posteriormente entrou em uma trajetória de forte crescimento.

O investidor cita uma estimativa segundo a qual as cartas Pokémon teriam superado o S&P 500 em 3.000% em valorização. A força da marca também abriu espaço para outros jogos, como Yu-Gi-Oh!, Digimon e One Piece.

Levin afirma que One Piece atualmente cresce mais rapidamente do que qualquer outro jogo de cartas na história do segmento. A franquia nasceu como mangá, ganhou uma adaptação em anime e também uma série de ação ao vivo na Netflix.

Hollywood descobriu o potencial das cartas

O mercado passou a atrair cada vez mais empresas donas de grandes franquias. A Disney, por exemplo, fechou acordos envolvendo suas propriedades com Topps, Hasbro e Ravensburger, incluindo produtos de Disney, Marvel e Star Wars e o jogo Disney Lorcana.

A Warner Bros. também avançou no setor por meio de produtos relacionados à DC. Já a Lionsgate anunciou uma parceria envolvendo seu catálogo e um jogo de cartas da Spin Master.

Para Levin, essa aproximação faz sentido porque as cartas criam experiências físicas e comunitárias em uma época marcada pelo avanço das tecnologias digitais.

Por que as cartas passaram a ser tratadas como investimento?

Um dos fatores apontados por Levin é o desenvolvimento dos sistemas de avaliação e autenticação. Empresas especializadas classificam as cartas em uma escala de 1 a 10 e, depois, elas são protegidas em embalagens plásticas. O processo ajuda a estabelecer valores de mercado e facilita compra, venda e troca.

O crescimento também é impulsionado pelos chamados "kidults", adultos que voltaram a consumir produtos ligados à infância. Segundo os dados citados pelo investidor, adultos já representam pouco menos de 30% das vendas globais de brinquedos e seus gastos cresceram 18% em 2025.

Levin estima que o mercado de cartas colecionáveis já ultrapasse US$ 50 bilhões por ano, enquanto o mercado mais amplo de colecionáveis supera US$ 300 bilhões.

Acompanhe tudo sobre:Pokémon Go

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