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Museu expõe obras de Picasso no banheiro feminino após decisão judicial; entenda

Museu australiano transferiu os quadros de Pablo Picasso para banheiro feminino após queixa de discriminação por parte de homens

Museu na Tasmânia com obras de Pablo Picasso dentro do banheiro feminino. (Reprodução: MONA / Museu da Tasmânia de arte antiga e contemporânea. /Divulgação)

Museu na Tasmânia com obras de Pablo Picasso dentro do banheiro feminino. (Reprodução: MONA / Museu da Tasmânia de arte antiga e contemporânea. /Divulgação)

Fernando Olivieri
Fernando Olivieri

Redator na Exame

Publicado em 25 de junho de 2024 às 10h30.

Um museu na Austrália transferiu obras de Pablo Picasso para um banheiro feminino, em resposta a uma queixa de discriminação apresentada por um visitante homem que não pôde entrar em uma exposição onde as obras estavam anteriormente expostas. Duas pinturas e um desenho de Picasso faziam parte da instalação "Ladies Lounge", criada pela artista e curadora Kirsha Kaechele, no Museu de Arte Antiga e Moderna da Tasmânia (MONA). A instalação, inaugurada em dezembro de 2020, era destinada exclusivamente às mulheres. As informações são do The Independent.

Descrita pelo museu como um “espaço extremamente luxuoso”, a obra oferecia às mulheres um ambiente onde podiam desfrutar de “petiscos decadentes, bebidas refinadas e outros prazeres femininos”, servidos por um mordomo, enquanto apreciavam a arte em uma sala decorada com veludo verde. No entanto, o MONA foi obrigado a parar de recusar a entrada de "pessoas que não se identificam como mulheres" após o Tribunal Civil e Administrativo da Tasmânia decidir, em abril, que a exposição violava a Lei Antidiscriminação de 1998 da Austrália.

Kaechele declarou ao tribunal que a exclusão dos homens fazia parte da arte — proporcionando-lhes uma amostra da discriminação e exclusão que muitas mulheres enfrentaram ao longo da história. Na segunda-feira, 24, Kaechele postou no Instagram um vídeo e imagens das obras relocadas, destacando que o banheiro feminino também era uma novidade para o museu. Ela incentivou "todas as mulheres" a aproveitarem a nova exposição.

Desafio à lei

Jason Lau, um visitante de New South Wales, foi impedido de entrar na exposição "Ladies Lounge" em 1º de abril de 2023. Lau, que pagou a taxa de entrada de R$ 80, alegou ter sido vítima de discriminação de gênero.

Após a decisão judicial, Kaechele afirmou que desafiaria a decisão na Suprema Corte do estado e ofereceu várias possibilidades para reviver o conceito do "Ladies Lounge". Entre as ideias, ela considerou encontrar brechas na Seção 27 da Lei Antidiscriminação, que lista exceções para quando a discriminação de gênero seria permitida. Enquanto isso, a sala foi fechada para evitar a abertura para homens.

Kaechele discutiu possíveis formas de reabrir o "Ladies Lounge" como uma igreja, escola, banheiro e outras possibilidades em uma sessão de perguntas e respostas publicada no site do museu.

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