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Morre pai de Ana Paula Renault a dois dias da final do BBB 26

Morte foi confirmada pela equipe e pela família de Ana Paula neste domingo

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 19 de abril de 2026 às 21h56.

Última atualização em 19 de abril de 2026 às 22h37.

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O ex-político Gerardo Henrique Machado Renault, pai de Ana Paula Renault, morreu neste domingo, 19, a dois dias da final do Big Brother Brasil (BBB 26). Ele tinha 96 anos.

A morte do pai da participante foi confirmada nesta noite pela equipe e pela família dela. Ana Paula é a favorita ao prêmio, e, a pedido do próprio Gerardo, ela não será informada de sua partida.

“Com profunda tristeza, a equipe de Ana Paula Renault comunica o falecimento de seu pai, seu Gerardo Henrique Machado Renault. Diante de um momento tão doloroso, a família decidiu respeitar a vontade que ele expressou em vida e não comunicá-la. Ana Paula permanecerá no programa. Sua volta nunca significou apenas dinheiro. Representa um sonho cultivado ao longo de 10 anos, uma oportunidade única de revisitar sua história, de se reencontrar com partes importantes de si mesma e de viver um caminho que também era desejado por seu pai”, disse a nota publicada no X.

E acrescentou: “Foi ele quem pediu que Ana voltasse. Foi ele quem desejou vê-la ocupando novamente esse lugar. E é por amor, por força e em respeito a esse desejo que a família escolheu não retirá-la do programa. Neste momento, pedimos respeito à dor de Ana Paula e de todos os seus familiares. Equipe Ana Paula Renault”.

Quem foi Gerardo Henrique Machado Renault?

BBB 26: Ana Paula Renault, participante do reality, ao lado do pai Geraldo (Redes Sociais/Reprodução)

Gerardo Renault foi um político brasileiro com atuação destacada em Minas Gerais, ocupando cargos no Legislativo municipal, estadual e federal. Filho do securitário e comerciante René Renault e de Maria Aparecida Machado Renault, construiu sua formação educacional em Belo Horizonte, onde estudou no Instituto Padre Machado e no Colégio Marconi, e graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Ainda na juventude, participou do movimento estudantil, com envolvimento na criação da União Colegial de Minas Gerais. Também exerceu funções no Diretório Central dos Estudantes da UMG e ocupou cargos de liderança na União Estadual dos Estudantes e na União Nacional dos Estudantes. No mesmo período, presidiu a Federação Brasileira de Desportos Universitários.

A trajetória política teve início em 1951, quando foi eleito vereador de Belo Horizonte pela União Democrática Nacional (UDN), sendo reeleito em 1954, 1958 e 1962. Durante esses mandatos, participou de comissões legislativas e representou o Brasil em eventos internacionais, como os Jogos Mundiais Universitários, realizados na Alemanha, em 1952.

Mais tarde, se filiou ao Partido Social Progressista (PSP), atuou em congressos internacionais voltados ao municipalismo, com participação em encontros em Porto Rico e no Panamá. Também integrou entidades como a Associação Mineira de Municípios e a Associação Brasileira de Municípios.

Em 1966, foi eleito deputado estadual por Minas Gerais pela Aliança Renovadora Nacional (Arena), exercendo mandato entre 1967 e 1979. No período, participou de comissões estratégicas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, incluindo Transportes, Comunicações, Obras Públicas e Assuntos Municipais. Atuou como relator da Constituição estadual e do Plano Quinquenal de Desenvolvimento.

Reeleito em 1970, exerceu funções de liderança partidária e governamental durante a gestão de Rondon Pacheco. Em mandatos seguintes, ocupou cargos na mesa diretora da Assembleia, como segundo vice-presidente e primeiro-secretário, além de presidir comissões relacionadas a meio ambiente, mineração e siderurgia.

Em 1978, foi eleito deputado federal. Entre 1979 e 1982, licenciou-se do cargo para assumir a Secretaria de Estado da Agricultura no governo de Francelino Pereira. Com a reorganização partidária após o fim do bipartidarismo, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena.

Atuação na redemocratização e anos posteriores

De volta à Câmara dos Deputados, integrou a Comissão de Agricultura e Política Rural. Em 25 de abril de 1984, votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que propunha eleições diretas para presidente da República, mas que não foi aprovada.

No Colégio Eleitoral de 1985, apoiou a candidatura de Paulo Maluf, derrotado por Tancredo Neves. Tancredo não assumiu a Presidência devido a problemas de saúde, o que levou o vice-presidente José Sarney ao cargo.

Gerardo Renault deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1987, após optar por não disputar a reeleição. No mesmo ano, concorreu ao cargo de vice-governador de Minas Gerais, como parte da chapa liderada por Murilo Paulino Badaró.

Advogado com atuação em Belo Horizonte, manteve vínculo com instituições públicas. Em 1991, foi eleito presidente do Instituto de Previdência do Legislativo do Estado de Minas Gerais, função para a qual foi reconduzido em diferentes períodos, incluindo reeleição em 2015.

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