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Kanye West revela o que estaria por trás de suas falas antissemitas

Em anúncio em jornal, artista diz que trauma no lobo frontal levou a episódios maníacos e pede compreensão após anos de controvérsias

Kanye West: rapper alega lesão cerebral após anos de comportamentos polêmicos (Scott Dudelson/FilmMagic/Getty Images)

Kanye West: rapper alega lesão cerebral após anos de comportamentos polêmicos (Scott Dudelson/FilmMagic/Getty Images)

Maria Eduarda Lameza
Maria Eduarda Lameza

Estagiária de jornalismo

Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 21h16.

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O músico Kanye West, que mudou legalmente o nome para Ye, afirmou que uma lesão cerebral sofrida há 25 anos está na origem de seus episódios maníacos e de declarações antissemitas feitas ao longo da última década.

A declaração foi publicada em um anúncio de página inteira no Wall Street Journal, nesta segunda-feira, 26, no qual o artista pediu “paciência e compreensão” e afirmou estar comprometido com tratamento, responsabilização e mudança significativa.

Segundo West, a lesão ocorreu após um acidente de carro que fraturou sua mandíbula e afetou o lobo frontal do cérebro. Ele afirmou que o dano resultou em um diagnóstico de transtorno bipolar tipo 1 e em episódios de perda de contato com a realidade.

O artista disse que, durante esses períodos, realizou ações que hoje lamenta, incluindo declarações de apoio a Adolf Hitler e o uso da suástica, símbolo associado ao nazismo. Ele afirmou ter se envolvido com o símbolo por considerá-lo “o mais destrutivo” disponível.

West mencionou especificamente um episódio maníaco de quatro meses no início de 2025, descrito por ele como marcado por comportamento psicótico, paranoico e impulsivo. Nesse período, publicou mensagens antissemitas nas redes sociais e vendeu camisetas com suástica em seu site de moda.

O músico afirmou que chegou ao “fundo do poço” meses depois e buscou apoio em fóruns do Reddit. Segundo ele, atualmente segue um regime de medicação, terapia, exercícios e hábitos de vida que descreveu como mais saudáveis.

No texto, West escreveu que não é nazista nem antissemita e declarou que ama o povo judeu. Ele afirmou não buscar isenção de responsabilidade, mas disse esperar reconstruir sua vida enquanto passa por tratamento contínuo.

Histórico de controvérsias

As manifestações antissemitas de West ganharam destaque a partir de 2022, com entrevistas, postagens em redes sociais e aparições públicas que resultaram em críticas generalizadas e no rompimento de parcerias comerciais, sendo a mais marcante o fim do contrato com a Adidas.

Outro episódio foi a polêmica no Grammy de 2025, quando sua esposa, Bianca Censori, apareceu com um vestido transparente, que a deixava praticamente nua.

Ao longo dos anos seguintes, o artista foi associado a declarações de exaltação ao nazismo, uso de slogans ligados a grupos extremistas e lançamento de músicas e produtos retirados de circulação por plataformas digitais e empresas de comércio eletrônico.

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