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Disney ultrapassa US$ 6 bilhões em bilheterias, melhor desempenho desde 2019

Sucessos globais como “Lilo & Stitch” e “Zootopia 2” impulsionam o estúdio

Disney: companhia registra seu melhor ano de bilheteria desde 2019 (Gary Hershorn / Colaborador/Getty Images)

Disney: companhia registra seu melhor ano de bilheteria desde 2019 (Gary Hershorn / Colaborador/Getty Images)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 25 de dezembro de 2025 às 16h17.

A Disney vive em 2025 seu ano mais forte nas bilheterias desde antes da pandemia, impulsionada por uma sequência de lançamentos que conquistaram o público ao redor do mundo, e supera a marca de US$ 6 bilhões em bilheterias.

Vários títulos superaram a marca de US$ 1 bilhão em arrecadação, e o desempenho ainda pode ganhar fôlego adicional com a chegada do período de festas.

Segundo dados divulgados por publicações especializadas de Hollywood na quarta-feira, 24, o estúdio já ultrapassou o total arrecadado em todo o ano passado, quando a bilheteria somou US$ 5,46 bilhões, de acordo com a empresa.

Dois filmes concentraram boa parte desse impulso. O remake em live action de “Lilo & Stitch”, lançado em maio, alcançou US$ 1,03 bilhão em vendas globais. Já “Zootopia 2”, que estreou no feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, cruzou o patamar de US$ 1 bilhão no início de dezembro.

No caso de “Zootopia 2”, o desempenho internacional foi determinante. O filme acumulou cerca de US$ 993 milhões fora dos Estados Unidos, incluindo aproximadamente US$ 539 milhões apenas no mercado chinês, segundo os números mais recentes do Box Office Mojo.

O resultado de US$ 6 bilhões consolida 2025 como o melhor ano da Disney nos cinemas desde 2019, quando o estúdio arrecadou mais de US$ 11 bilhões, além de cerca de outros US$ 2 bilhões provenientes da 20th Century e da Searchlight, ambas pertencentes à Disney, segundo a Deadline.

A Disney só conseguiu alcançar esse nível de desempenho em cinco anos ao longo da década passada, em um ciclo favorecido pela incorporação da Marvel Studios, em 2015, e pela expansão agressiva de suas grandes franquias, capazes de gerar sucessos globais acima de US$ 1 bilhão, como “Vingadores: Ultimato”, lançado em 2019, e “Pantera Negra”, de 2018.

No mesmo período, a companhia também relançou a franquia “Star Wars” sob sua gestão. A trilogia mais recente da saga chegou aos cinemas entre 2015 e 2019 e, somada, arrecadou mais de US$ 4,4 bilhões em bilheteria mundial.

Onde “Avatar” pode levar a Disney

“Avatar: Fogo e Cinzas” ainda pode reforçar o balanço do estúdio nas próximas semanas. O filme já ultrapassou US$ 450 milhões em bilheteria global e entra no longo fim de semana de Natal — tradicionalmente um dos períodos mais fortes para os cinemas — com espaço para acelerar o ritmo de arrecadação.

A estreia na América do Norte somou US$ 89 milhões, um resultado robusto, embora abaixo do registrado por “Avatar: O Caminho da Água” em 2022. A comparação, no entanto, tende a favorecer a franquia no médio prazo: os filmes anteriores tiveram trajetória longa em cartaz e forte contribuição do mercado internacional.

O primeiro “Avatar”, lançado em 2009, é um exemplo desse padrão, tendo alcançado US$ 2,7 bilhões globalmente ao longo de sua exibição original — um histórico que sustenta a expectativa de que o novo capítulo continue ajudando a elevar o desempenho da Disney neste fim de ano.

Cenário do cinema

Mesmo anos após a pandemia, o público ainda não voltou aos níveis históricos de compra de ingressos. Ainda assim, 2025 também trouxe resultados expressivos para outros grandes estúdios. A Warner Bros. foi a primeira a superar US$ 4 bilhões em bilheteria neste ano, marca alcançada em setembro.

Em meio a negociações que envolveram propostas de aquisição da Paramount e da Netflix, o estúdio sustentou esse desempenho com lançamentos de grande apelo comercial, como “Superman” e “Um Filme Minecraft”, além de títulos que surpreenderam nas bilheterias, como “Pecadores”.

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