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Disney investe US$ 24 bilhões para brigar com outros streamings

Em 2026, a gigante do entretenimento investirá US$ 1 bilhão a mais no conteúdo, com destaque para os esportes

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 14 de novembro de 2025 às 20h28.

O mercado de streaming se tornou um campo de guerra nos últimos anos. Com novos serviços disputando espaço com empresas tradicionais e lançamentos frequentes, uma disputa ainda mais forte se forma entre as diferentes plataformas.

A Disney, por exemplo, tem uma nova frente de batalha na luta pela soberania: a empresa anunciou nesta sexta-feira, 14, que ampliará seus gastos com conteúdo em US$ 1 bilhão a partir de 2026, alcançando um total de US$ 24 bilhões.

A informação foi divulgada em comentários oficiais do CEO Bob Iger e do CFO Hugh Johnston.

Estratégia do incremento

Iger e Johnston afirmaram que o incremento orçamentário tem como foco principal os direitos esportivos da ESPN, além do fortalecimento de franquias cinematográficas e da produção de conteúdo para Disney+, Hulu e ABC.

A estratégia ocorre em meio à disputa crescente pela atenção do público, que torna o cenário competitivo e oneroso.

O reforço no orçamento acompanha um momento de desempenho positivo do segmento direto ao consumidor da Disney.

No último trimestre, a empresa registrou alta de 8% na receita desse setor, chegando a US$ 6,2 bilhões, enquanto o lucro operacional subiu 39%, totalizando US$ 352 milhões.

O número de assinantes aumentou significativamente: o Disney+ ganhou 3,8 milhões de usuários e, somado ao Hulu, alcançou 196 milhões de assinantes.

Tensões externas

O incremento no investimento ocorre em paralelo a tensões externas.

A Disney atravessa uma disputa de distribuição de seu conteúdo no YouTube TV, pertencente à Alphabet.

Em entrevista à CNBC, Johnston afirmou que a empresa está “pronta para continuar pelo tempo que for necessário” nas negociações. Ele também declarou que a companhia preparou uma “proteção” financeira para o primeiro trimestre de 2026 caso o impasse persista.

Iger reforçou, em teleconferência com analistas, que o objetivo da Disney é evitar interrupções no serviço ao consumidor.

Segundo ele, a proposta apresentada ao YouTube TV seria “igual ou melhor” do que acordos já firmados com outros distribuidores maiores. Iger destacou ainda que a empresa busca um acordo que reflita o valor de seu conteúdo, reconhecido pela própria Alphabet.

O fator IA

Além da disputa comercial, a companhia também projeta transformações tecnológicas.

Iger mencionou o interesse em incorporar ferramentas de inteligência artificial ao Disney+, possibilitando experiências mais interativas e até a criação de conteúdo gerado pelo usuário.

Segundo o executivo, essas novidades devem ampliar o engajamento e reforçar a competitividade do serviço.

O aumento no investimento ocorre em um momento em que concorrentes diretos também expandem seus gastos.

Segundo o The Hollywood Reporter, a Paramount pretende elevar seu orçamento em US$ 1,5 bilhão, especialmente no setor esportivo.

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