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De IA à volta da bilheteria: o que Hollywood espera para 2026?

Previsões indicam disputas entre estúdios, plataformas e novas tecnologias

Hollywood: mudanças no consumo e no poder dos estúdios devem marcar o próximo ciclo (Divulgação/ Montagem EXAME)

Hollywood: mudanças no consumo e no poder dos estúdios devem marcar o próximo ciclo (Divulgação/ Montagem EXAME)

Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 06h03.

A indústria de Hollywood entra em 2026 cercada por incertezas e apostas estratégicas. Streaming, bilheteria, inteligência artificial e consolidação de estúdios devem dominar as discussões entre executivos, criadores e investidores ao longo do ano. As projeções foram feitas pelo The Hollywood Reporter, com base em análises do mercado global de entretenimento.

Após um período marcado por greves, atrasos e mudanças no consumo audiovisual, o setor busca sinais de recuperação. Ao mesmo tempo, enfrenta pressões tecnológicas, políticas e econômicas que podem redefinir o equilíbrio de poder entre estúdios, plataformas e criadores.

Streaming, IA e bilheteria no centro das apostas

Entre as principais previsões está a retomada gradual das bilheteiras. Analistas projetam que a arrecadação nos Estados Unidos se aproxime de US$ 9,8 bilhões, impulsionada por um calendário mais robusto de lançamentos e franquias consolidadas.

No mercado global, a expectativa é de crescimento acima de US$ 35 bilhões, caso grandes produções consigam atrair novamente o público às salas.

No streaming, a tendência é de maior consolidação. Plataformas como Netflix, Disney e Apple devem buscar fusões, novos modelos de assinatura e expansão de serviços com publicidade.

Nesse cenário, conteúdos de grande apelo cultural continuam sendo vistos como ativos estratégicos. O relatório chega a especular sobre a possibilidade da Disney ampliar sua relação com artistas globais como Taylor Swift, explorando produções audiovisuais, eventos ao vivo e produtos derivadas para fortalecer o Disney+ e o ecossistema de consumo da companhia.

O YouTube aparece como um dos principais candidatos a ampliar sua liderança no consumo de vídeo em televisores, enquanto empresas tradicionais tentam se adaptar à concorrência de criadores independentes.

A inteligência artificial surge como outro eixo central. Em 2026, a tecnologia deve avançar sobre áreas criativas e operacionais, do desenvolvimento de roteiros à pós-produção. O debate sobre limites éticos, direitos autorais e impacto no emprego deve ganhar força, sobretudo em um ambiente que prioriza redução de custos.

Novos magnatas, disputas globais e mudanças criativas

O próximo ano também pode marcar a ascensão de uma nova geração de líderes da indústria. Executivos ligados a grandes grupos de mídia, como Amazon, Comcast e Disney, devem assumir papéis mais visíveis, influenciando decisões estratégicas sobre aquisições, cortes de gastos e investimentos em conteúdo original, segundo o Hollywood Reporter.

A relação de Hollywood com a China volta ao radar. O desempenho recente de grandes produções no país reacendeu o interesse dos estúdios por um mercado que já foi decisivo para bilheterias globais. Ainda assim, a presença de filmes estrangeiros segue condicionada a fatores regulatórios e políticos.

Na televisão e no teatro há expectativa de renovação. A Broadway deve receber uma nova onda de musicais, enquanto o streaming aposta em séries familiares e reboots de marcas conhecidas em busca de públicos mais amplos e engajamento intergeracional.

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