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Pacto Global da ONU lança guia de diversidade e direitos humanos para empresas no Brasil

Com a nova NR-1 no radar, guia mostra que políticas de inclusão fortalecem segurança psicológica e equidade nas empresas

Verônica Vassalo, do Pacto Global da ONU – Rede Brasil: “O material traz orientações práticas e ‘rotas de ação’ detalhadas que podem ser adaptadas por pequenas, médias e grandes empresas” (Pacto Global da ONU/Divulgação)

Verônica Vassalo, do Pacto Global da ONU – Rede Brasil: “O material traz orientações práticas e ‘rotas de ação’ detalhadas que podem ser adaptadas por pequenas, médias e grandes empresas” (Pacto Global da ONU/Divulgação)

Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 12h34.

Última atualização em 26 de fevereiro de 2026 às 12h37.

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Diversidade, equidade e inclusão deixaram de ser apenas compromissos institucionais para ocupar um espaço cada vez mais estratégico nas empresas. Esse movimento ganha um novo impulso com o lançamento do Guia Orientador para Estratégias de Direitos Humanos (DH) e Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI), publicado pelo Pacto Global da ONU – Rede Brasil.

A proposta do documento é ajudar organizações brasileiras a transformar valores e compromissos públicos em ações concretas, alinhadas à Agenda 2030 da ONU e aos desafios atuais do mercado de trabalho. Mais do que diretrizes conceituais, o material apresenta ferramentas práticas para integrar direitos humanos e inclusão à governança corporativa, à cultura organizacional, à gestão de pessoas e à cadeia de valor.

O guia nasce com uma perspectiva plural, construída a partir de escuta ativa em diferentes regiões do país, segundo Verônica Vassalo, gerente de Diversidade, Equidade e Inclusão do Pacto Global da ONU – Rede Brasil.

“Ao reunir contribuições de empresas de todas as regiões do Brasil, que compartilharam ações replicáveis e escaláveis, o material reflete a complexidade e a diversidade do nosso contexto empresarial,” afirma a executiva.

A metodologia do guia

Os encontros que deram origem à publicação ocorreram ao longo de 2025 em cinco cidades, Barueri, Curitiba, Brasília, Recife e Manaus, garantindo representatividade regional e diferentes níveis de maturidade empresarial nas discussões.

"O avanço da agenda de diversidade nas empresas tem respaldo em evidências econômicas", diz Vassalo.

Pesquisa da McKinsey, por exemplo, mostra que companhias com equipes mais diversas tendem a apresentar melhor desempenho financeiro, maior engajamento dos funcionários e impacto social mais consistente.

Veja também: “Vamos continuar apostando na diversidade”, afirma CEO do McDonald’s Brasil

As 3 ferramentas centrais do guia da ONU

Um dos diferenciais do guia é a abordagem pragmática. O material apresenta três ferramentas centrais para apoiar empresas em diferentes estágios dessa jornada:

  • Mapa de Aceleração e Reaceleração em DH e DEI, que orienta a evolução contínua das iniciativas;
  • Diagnóstico de maturidade organizacional, permitindo identificar lacunas e prioridades;
  • Metodologia para cálculo de ROI da cultura de inclusão, voltada a mensurar impactos financeiros e estratégicos.

A intenção do guia, segundoVassalo, é mostrar que a agenda é acessível a organizações de todos os portes.

“O material traz orientações práticas e ‘rotas de ação’ detalhadas que podem ser adaptadas por pequenas, médias e grandes empresas, mostrando que a pauta de DH e DEI é acessível e estratégica para qualquer negócio que deseje crescer de forma sustentável.”

Essa perspectiva dialoga diretamente com um cenário corporativo cada vez mais pressionado por transparência, governança e responsabilidade social — fatores que impactam desde atração de talentos até decisões de investimento.

Impacto direto na carreira e na cultura corporativa

Para profissionais e líderes, a consolidação dessa agenda traz reflexos concretos no dia a dia, inclusive neste ano em que entrará em vigor a nova NR-1. Para Vassalo, empresas que estruturam políticas de inclusão tendem a oferecer ambientes mais seguros psicologicamente, maior diversidade de perspectivas e oportunidades mais equitativas de desenvolvimento.

Na prática, isso influencia:

  • políticas de contratação e promoção;
  • programas de liderança inclusiva;
  • estratégias de bem-estar e pertencimento;
  • posicionamento institucional diante de clientes, investidores e sociedade.

A tendência também reforça novas competências exigidas de gestores, como escuta ativa, inteligência cultural e capacidade de liderar equipes diversas.

Veja também: Nova NR-1 entra em vigor neste ano: o que muda e como as empresas devem se preparar

Mais do que tendência: transformação estrutural

Ao posicionar direitos humanos e inclusão como pilares da sustentabilidade corporativa, o guia reforça uma mudança que deve se intensificar nos próximos anos: a integração dessas agendas ao core business das empresas.

Na avaliação de Vassalo, o documento busca justamente conectar intenção e transformação prática.

“Este Guia é farol, bússola e ponte. Ele transforma valores em ações. As ações se tornam impacto. O impacto se torna vida real, tangível e presente.”

Para acessar o 'Guia Orientador de Estratégias de DH e DEI para Empresas', clique aqui.

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