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Bad Bunny freta voo inédito — e milionário — entre São Paulo e Sidney

Da capital paulista até Sydney, a operação com o maior avião de passageiros do mundo chamou atenção de entusiastas da aviação

Bad Bunny: o custo e a logística por trás do voo inédito do cantor (Dia Dipasupil / Equipe/Getty Images)

Bad Bunny: o custo e a logística por trás do voo inédito do cantor (Dia Dipasupil / Equipe/Getty Images)

Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 18h43.

Última atualização em 25 de fevereiro de 2026 às 07h57.

O cantor porto-riquenho Bad Bunny desembarcou em São Paulo na semana passada para seus dois shows da turnê "Debí Tirar Más Fotos", marcados para os dias 20 e 21 de fevereiro.

Além de ser um dos poucos artistas latinos com a capacidade de lotar dois estádios no Brasil, o cantor também surpreendeu o mundo da aviação ao fretar um Airbus A380 da companhia australiana Qantas para cruzar o globo entre a capital paulista e Sidney, na Austrália, seu próximo destino na turnê.

Essa operação, que foi a primeira da história, foi associada a um custo estimado em US$ 800 mil, cerca de R$ 4 milhões (valor aproximado considerando fretamento, translado da aeronave e logística), segundo dados da Aeroin.

Por que fretar um Airbus?

A decisão de utilizar um Airbus A380, a maior aeronave comercial em operação, não está ligada a uma rota regular entre o Brasil e a Austrália, já que nenhuma companhia oferece voos comerciais diretos entre São Paulo e Sydney.

A aeronave partiu de Sydney rumo a São Paulo quase vazia, uma operação rara, e voltou logo depois já com passageiros e parte da equipe de produção. Este tipo de fretamento é comum em turnês globais quando não há opções comerciais viáveis ou quando é necessário mover um grande número de pessoas e equipamentos com rapidez.

Considerando que a equipe do artista reúne cerca de 250 profissionais, entre bailarinos, músicos, equipe de segurança e técnicos, o deslocamento internacional se torna um desafio logístico. Esse contingente praticamente ocuparia todos os assentos de um Boeing 787-9 da LATAM, segundo a Aeroin, que atualmente é a alternativa comercial mais rápida para sair de São Paulo rumo à Austrália, com conexão no Chile.

Nesse caso, a opção exige ao menos uma escala, o que amplia o tempo total de viagem, tornando a operação um pouco mais complexa. No mercado regular, uma passagem apenas de ida nesse trajeto custa a partir de R$ 7 mil na classe econômica, sem incluir bagagem despachada, de acordo com simulação feita pelo Google Flights.

Somando os tickets de toda a equipe, o valor poderia ultrapassar os R$ 1,7 milhão. Quando se acrescentam custos de bagagem e a necessidade de acomodar parte do grupo, inclusive o próprio cantor, na classe executiva, a cifra tende a dobrar.

Por conta de todas essas variáveis, o fretamento passa a ser uma alternativa financeiramente aceitável, além de mais eficiente. E para realizar o percurso sem escalas transportando esse volume de pessoas, a única aeronave capaz de atender à demanda é o Airbus A380.

Voo histórico, mas não superou Michael Jackson

Por ter dimensões superiores às de um Boeing 747, a operação entrou para a lista das maiores já organizadas por um artista com destino ao Brasil. Ainda assim, não superou Michael Jackson em 1993.

Na época, dois cargueiros Antonov An-124 Ruslan desembarcaram em Guarulhos transportando cerca de 400 toneladas de equipamentos da turnê do músico, que se apresentou em duas datas em São Paulo. Já o cantor viajou separadamente, num Boeing 727 VIP.

Veja reportagem da época, feita pela TV Record, sobre o fretamento dos equipamentos da turnê de Michael Jackson no Brasil:

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