Estudo de viabilidade: processo une dados sobre terreno, mercado, infraestrutura e investimentos necessários (MSE ENGENHARIA/Divulgação)
EXAME Solutions
Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 14h34.
Antes de iniciar qualquer obra industrial, o estudo de viabilidade funciona como um filtro decisivo para evitar erros caros e escolhas mal dimensionadas. É nessa etapa que empresas avaliam se um projeto é exequível do ponto de vista técnico, legal e econômico.
No Brasil, a MSE Engenharia, por meio da LMS Engenharia, sua divisão de projetos, concentra essa análise no início da jornada, quando ainda é possível corrigir rotas com menor custo.
O estudo de viabilidade reúne dados sobre terreno, mercado, infraestrutura e investimentos necessários. A proposta é oferecer uma visão integrada do empreendimento antes da primeira escavação, reduzindo incertezas e dando base objetiva à decisão de investir.
Entram na conta custos, riscos e exigências regulatórias, além das projeções financeiras que medem a atratividade do investimento. O payback indica em quanto tempo o capital aplicado retorna ao investidor; a TIR mostra a taxa de rentabilidade esperada do projeto ao longo do tempo; e o VPL revela se os fluxos de caixa futuros, trazidos a valor presente, superam o investimento inicial — sinalizando se o empreendimento cria ou destrói valor econômico.
Com abordagem multidisciplinar, a LMS analisa localização, topografia, acesso a utilidades, logística, restrições ambientais e urbanísticas, além do enquadramento no plano diretor e em eventuais incentivos fiscais. A escolha do terreno, muitas vezes tratada como etapa preliminar, é detalhada porque impacta diretamente o custo e a viabilidade da planta.
Outro eixo central é o estudo de CAPEX, sigla para capital expenditure, ou investimento em bens de capital. A partir de simulações operacionais e orçamentos preliminares, a equipe estima gastos com obras civis, equipamentos, instalações e mão de obra. O objetivo é dar previsibilidade financeira e permitir comparações entre cenários antes de qualquer compromisso contratual.
Paralelamente à viabilidade, a LMS desenvolve o projeto conceitual, que define fluxos produtivos, layout preliminar, arranjos físicos e integração de utilidades. Esse material orienta as fases seguintes e serve como base para validar o investimento.
“Um bom estudo de viabilidade permite visualizar o projeto como um todo antes mesmo da primeira movimentação no canteiro”, afirma Wesley Brito, diretor da LMS. “Ele evita retrabalhos e organiza cada etapa com precisão.”
Segundo Bárbara Voltarelli, gerente de engenharia, o detalhamento financeiro é decisivo. “Analisamos todos os custos envolvidos, da aquisição do terreno às licenças e à infraestrutura necessária. Esse levantamento antecipa riscos e ajuda a definir prioridades”, diz.
A MSE Engenharia reúne mais de 50 engenheiros e arquitetos projetistas dedicados à viabilidade industrial. Atua em setores como papel e celulose, farmacêutico, alimentício, químico, mineração, óleo e gás e data centers, centros de processamento de dados, em projetos greenfield, construídos do zero, e brownfield, em áreas já operacionais. O foco está em organizar informações técnicas e financeiras desde o início, para que investimentos industriais avancem com menos incerteza, custos controlados e maior previsibilidade de resultados.