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Plant based: 'Queremos é democratizar', diz diretor executivo da Seara

Com liderança nos hambúrgueres vegetarianos, marca prevê crescimento de até 250% do segmento por ano

João Campos, diretor executivo: "Nosso papel não por share. É crescer"

João Campos, diretor executivo: "Nosso papel não por share. É crescer" (Gladstone Campos/Divulgação)

A JBS é a maior produtora de proteína do mundo. E, por isso, não surpreende que a empresa brasileira tenha apostado por produtos plant based – de origem vegetal. Afinal, a opção por proteínas alternativas deve crescer quatro vezes e alcançar 8% do que é consumido até o fim da década. “No Brasil, aumenta 200% a 250% ao ano”, diz João Campos, diretor executivo de alimentos preparados da Seara.

No fim de dezembro de 2019, pouco antes da pandemia da Covid-19 chegar ao país, a divisão lançou no mercado a linha Incrível, totalmente livre de ingredientes de origem animal. Também inaugurou aqui o laboratório dedicado somente aos alimentos feitos à base de vegetais e, de lá para cá, o grupo JBS ainda comprou a gigante europeia Vivera, especializada no segmento, por mais de 2 bilhões de reais.

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“É uma opção alternativa, mas não é recente. Sempre existiu. Sempre teve pessoas que buscaram. Mas, agora, existe um número crescente de interessados em utilizar vegetais para complementar a dieta de proteína. Somos líderes com os hambúrgueres, com mais de 50% do segmento, mas também trouxemos várias opções e pratos prontos. Nós aproximamos para o dia a dia das pessoas”, diz Campos.

Com experiência de seis anos como presidente da Pepsico no Brasil e duas décadas atuando na Unilever – empresa pela qual morou na Europa por mais de dez anos –, o executivo tem a missão de construir e fortalecer as marcas da Seara. De acordo com o diretor executivo, os planos preveem crescimento por meio de inovação e consolidação da posição de maior preferência em diferentes segmentos.

“Tentamos ficar muito perto do consumidor e trazer inovações centrais, ligadas ao dia a dia. Acabamos de lançar o Levíssimo, um produto que tem baixo teor de gordura e de sódio, em um segmento que não tinha nenhuma novidade havia muito tempo. Lançamos o bacalhau plant based durante o Natal. Então, é importante criar novidades que sejam realmente relevantes para os nossos consumidores”.

Mas, apesar das iniciativas para oferecer novas fontes de proteína e assumir o compromisso de zerar as emissões de gases causadores do efeito estufa, a JBS – segunda maior indústria de alimentos do mundo – incentiva a pecuária (indicada por ambientalistas como prejudicial ao meio ambiente) e processa, por dia, 75 mil bovinos, em torno de 14 milhões de aves, 115 mil suínos e 60 mil peças de couro.

“Somos líderes com a linha plant based. Então, a aceitação tem sido muito positiva porque as pessoas entendem que a Seara oferece qualidade e diferenciação. E está relacionado à imagem de inovação que a marca traz. Não temos problemas [por também produzir alimentos de origem animal]. Pelo contrário. E o que queremos é democratizar e levar para todo mundo. Então é bom ter a nossa marca”.

Não foram revelados números de participação de mercado e volume de vendas dos produtos Incrível, só que, de fato, a Seara teve crescimento ano passado quando comparado a 2019: a receita líquida cresceu 31,3%, passando de 20,3 milhões de reais para 26,7 milhões de reais. Levando em consideração apenas os últimos trimestres, o aumento foi de 31,8%. Mas não foram divulgadas previsões para 2021.

“Ano passado foi muito bom, com crescimento expressivo, e a gente conquistou a liderança em alguns segmentos. Foi um período importante para a gente. Mas, se olhar a jornada da empresa, desde 2013, surpreende a cada ano. Começamos 2021 investindo, tivemos uma das maiores novidades na linha de frios, apostamos no Big Brother Brasil e ativamos nossas principais plataformas de inovação”.

De acordo com o João Campos, o perfil de consumo mudou durante a pandemia e, por ficarem mais em casa, as pessoas também passaram a cozinhar mais. Além disso, com o fim do período de isolamento, as reuniões familiares devem incentivar ainda mais o hábito – motivado também pela popularidade dos programas de culinária –, aumentando a busca por alternativas em diferentes linhas de produtos .

“Falamos de pandemia, mas o consumidor já vem mudando o tempo inteiro. Ele pode comprar o plant based para comer uma vez por semana e não necessariamente trocar de vez. Esse segmento cresce com muita força e é a oportunidade para conquistar. Por isso, é menos a respeito de quem está no mercado e mais de quem vai ajudar no crescimento. Nosso papel não é brigar por share. É crescer”.

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