Beauty Tools: pincéis desenvolvidos pela marca brasileira. (Estela Marconi/EXAME)
Repórter
Publicado em 27 de agosto de 2026 às 11h11.
Última atualização em 27 de agosto de 2026 às 11h12.
Enquanto a maioria das marcas de beleza brasileiras vende cosméticos e trata pincéis e esponjas como item secundário, a Beauty Tools aposta no caminho inverso: um negócio construído inteiramente em torno de ferramentas de maquiagem, sustentado por tecnologia patenteada própria.
A empresa acaba de abrir seu primeiro ponto de venda físico, dentro do Mata Lab, espaço multimarcas de beleza no complexo Cidade Matarazzo, em São Paulo. Até então, a distribuição era feita apenas pelo site da marca.
A Beauty Tools foi fundada por Rodrigo Ramas, maquiador com carreira consolidada no atendimento a celebridades, hoje diretor criativo da marca.
A tese de negócio, segundo ele, parte de uma lacuna dupla no mercado brasileiro: a ausência de uma marca dedicada exclusivamente a ferramentas de maquiagem — como a norte-americana Real Techniques — e o preço elevado dos pincéis importados de qualidade profissional frente ao poder de compra do consumidor local.
A fabricação dos produtos é importada, mas o desenvolvimento técnico e as patentes são da própria empresa — o que a marca aponta como seu principal diferencial competitivo diante de concorrentes que revendem itens genéricos.
No encontro com jornalistas, a empresa apresentou os produtos e detalhou as patentes que sustentam a marca. São três tecnologias próprias:
A empresa afirma não ter intenção de expandir para a produção de cosméticos, mantendo o portfólio restrito a ferramentas, decisão que a marca trata como estratégica, na contramão do movimento mais comum do setor, em que marcas de maquiagem passam a vender acessórios ou o caminho inverso.
Parte da estratégia de marketing da marca está no alcance orgânico e com influenciadores nas redes sociais, relação que Ramas já mantinha antes da fundação da empresa, por conta de sua atuação como maquiador, e que cresceu após o lançamento da Beauty Tools.
A empresa também opera a Beauty Tools Academy, plataforma de cursos para profissionais e consumidores.
Em comunicado enviado à imprensa, a Beauty Tools afirma projetar a entrada nas principais redes de varejo de beleza do país em 2027, além de um plano de internacionalização — do qual a nomenclatura dos produtos em inglês já seria decorrência, segundo a marca.
"Desde o início pensamos a Beauty Tools como uma marca capaz de dialogar com outros países. Isso está no nome, na comunicação, em cada decisão que tomamos", afirma Ramas.