A empresa de quebra-cabeças que atraiu Lollapalooza e Cirque du Soleil

Daniela Petroni é fundadora da Puzzle Me, que desenvolve quebra-cabeças personalizados para empresas e eventos; inspiração para o negócio veio de hobby da juventude
Daniela Petroni, fundadora da Puzzle Me: empresa de quebra-cabeças é fruto de paixão da empreendedora (Divulgação/Puzzle Me)
Daniela Petroni, fundadora da Puzzle Me: empresa de quebra-cabeças é fruto de paixão da empreendedora (Divulgação/Puzzle Me)
Por Maria Clara DiasPublicado em 17/05/2022 13:13 | Última atualização em 18/05/2022 10:58Tempo de Leitura: 3 min de leitura

A história da empreendedora Daniela Petroni mostra que, muitas vezes, um hobby pode se tornar um negócio bem-sucedido, trazer ainda mais satisfação e ainda gerar bons lucros, desde que por trás disso tudo haja um planejamento estruturado.

Formada em hotelaria, Daniela por muitos anos teve um restaurante ao lado de seu ex-namorado, um chef de cozinha, em Florianópolis (SC). Certo tempo — e alguns percalços depois — ela percebeu que mesmo com boas receitas, gerenciar um estabelecimento comercial não despertava o tino empreendedor que tanto sonhava.

Assim, ela decidiu vender sua participação no negócio para se dedicar à sua verdadeira paixão: os quebra-cabeças. Anos depois, esse esforço deu origem à Puzzle Me, que desenvolve quebra-cabeças com peças personalizadas para empresas e eventos e que já atendeu grandes festivais como Lollapalooza e Cirque du Soleil.

Apesar da relação com o mundo corporativo, a Puzzle Me nasceu de uma dor pessoal da empreendedora. Ao descobrir a paixão pelos quebra-cabeças, Daniela sempre se frustrava ao sair de lojas com as sacolas de compras sempre cheia de jogos com imagens de paisagens — e nada além disso. "Faltava variedade e eu sempre me questionava até quando teria de importar peças para encontrar novas opções”, diz.

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A partir disso, passou a estudar um pouco mais do mercado e entender como criar um negócio do zero em uma área tão diferente da que estava acostumada, e ainda oferecer a tal da variedade. “Não sabia nada sobre varejo e vendas. Era como se eu fosse empreendedora pela primeira vez”, conta.

O modelo de negócio que funcionou surgiu em 2016, e consistia em atender empresas que enxergam a lógica do quebra-cabeças como uma dinâmica valiosa para os funcionários, seja em processos seletivos ou em treinamentos do dia a dia para aumento de concentração e criatividade, além é claro, dos brindes. Hoje, o B2B representa 70% do faturamento da empresa.

Em outra frente, a Puzzle Me também virou um prato cheio para eventos de médio porte que oferecem as pecinhas como brindes e recursos de entretenimento em áreas VIPs. Desde a sua fundação, a empresa já atendeu  mais de 30 projetos corporativos.

Os mais recente deles, agora em andamento, são com o Teatro Renault, para o desenvolvimento de produtos para a peça teatral da Família Addams, e com o Museu de Imagem e do Som de São Paulo (MIS), com itens para a exposição de Candido Portinari.

Empoderamento feminino

De olho no varejo, a Puzzle Me lançou há dois anos seu site oficial e aumentou as tiragens de seus quebra-cabeças, a fim de atender o consumidor final. A estratégia para não ser apenas mais uma marca no online, segundo Daniela, está em encontrar um diferencial na narrativa envolvendo a empresa e seus produtos.

A Puzzle Me faz isso ao materializar, em forma de quebra-cabeça, obras produzidas por artistas femininas da América Latina, e vendê-las de maneira exclusiva. “Minha vontade era encontrar um propósito social, algo que pudesse trazer um retorno para a sociedade”, diz. O esforço recebeu o nome de Projeto Mulheres, uma ação que doa 5% das vendas para instituições de apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade.

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