Choque de Gestão: a empresária Carla Sarni visita uma clínica de estética que já tem uma base sólida de clientes, mas enfrenta dificuldade para crescer de forma consistente (Leandro Fonseca/Exame)
EXAME Solutions
Publicado em 18 de maio de 2026 às 16h00.
Última atualização em 18 de maio de 2026 às 17h49.
Com o avanço da transformação digital e a mudança no comportamento do consumidor, pequenas e médias empresas chegam a 2026 pressionadas a revisar processos, integrar dados e adotar tecnologias capazes de ganhar eficiência.
O desafio é grande — e ainda está longe de ser superado. Segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV), em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), 66% das micro e pequenas empresas brasileiras permanecem nos níveis iniciais de maturidade digital, nos estágios 1 e 2 de adoção tecnológica.
Ao mesmo tempo, o peso dessas empresas na economia ajuda a dimensionar a urgência dessa transformação. De acordo com o Mapa de Empresas, do Governo Federal, as PMEs representavam, em 2025, 94% dos CNPJs ativos no país.
É nesse cruzamento entre alta relevância econômica e baixa maturidade digital que se apoia parte da estratégia recente da Claro empresas. Em um movimento para ampliar sua presença entre pequenos e médios negócios, a marca se uniu ao Choque de Gestão, primeiro reality show de negócios da EXAME. A proposta é aproximar seu portfólio de conectividade, cloud, segurança e soluções digitais dos desafios reais enfrentados por empreendedores no dia a dia.
Lançado em setembro de 2025, o programa acompanha a rotina de empresas em busca de crescimento e profissionalização. A cada episódio, gargalos operacionais são identificados e transformados em soluções práticas para o cotidiano dos negócios. A atração é apresentada pelos repórteres Daniel Giussani e Isabela Rovaroto e reúne empresários e investidores como Caito Maia, Facundo Guerra, Henrique Azeredo e Monique Evelle.
“O Choque de Gestão é muito feliz porque mostra a vida real do empreendedor. Muitas vezes, falar conceitualmente não basta; algumas pessoas precisam do exemplo. E o programa acerta justamente por mostrar a solução na prática”, afirma Roberta Godoi, CEO da Claro Empresas para Pequenas e Médias Empresas.
CHOQUE DE GESTÃO: assista aqui os episódios do primeiro reality de negócio da EXAME
A parceria com o reality acontece em meio a um reposicionamento da Claro no mercado empresarial. Em abril de 2025, a companhia anunciou a criação da Claro empresas, movimento que incorporou o legado da Embratel e reuniu, sob uma única marca, soluções de tecnologia e conectividade para empresas de diferentes portes e setores.
A reorganização também redesenhou a atuação B2B em duas frentes: uma unidade voltada a Grandes Empresas e Governo, outra dedicada às Pequenas e Médias Empresas, sob a liderança de Roberta Godoi. A divisão reflete a estratégia de oferecer soluções mais especializadas, alinhadas às demandas de cada público.
No segmento de PMEs, a proposta combina o legado tecnológico da Embratel — com quase seis décadas de atuação — à escala e à capacidade de inovação da Claro. “As pequenas e médias empresas têm nos desafiado a buscar e oferecer soluções que vão além da conectividade, atendendo à crescente demanda por soluções de segurança, armazenamento de dados em nuvem e até equipamentos”, afirma Godoi.
Um dos principais entraves para as PMEs no processo de digitalização é o acesso à tecnologia de forma simples, com suporte consultivo e menor complexidade operacional.
Para enfrentar essa fragmentação, a Claro empresas estruturou um portfólio com mais de 80 produtos e serviços digitais em um modelo de one stop shop. Na prática, o empreendedor pode concentrar, em um único ecossistema, soluções de conectividade, presença digital, produtividade, cloud e segurança.
A proposta é atender empresas em diferentes estágios de maturidade digital — desde aquelas que ainda precisam criar domínio, site e ferramentas básicas de colaboração até negócios que já demandam soluções mais avançadas, como nuvem, gestão de dados, proteção cibernética e aplicações baseadas em inteligência artificial.
O hub funciona como um ponto de acesso a soluções prontas para uso, com contratação sob demanda e suporte consultivo. Entre os serviços disponíveis estão Microsoft 365, Google Workspace, ERP, CRM, meios de pagamento, ferramentas de marketing, armazenamento em nuvem, monitoramento por câmeras e segurança digital.
Para empresas sem equipes próprias de tecnologia, a centralização busca reduzir o tempo gasto com múltiplos fornecedores e simplificar a operação.
Outro movimento relevante nessa agenda foi o anúncio de um investimento de R$ 1 bilhão na expansão da plataforma Claro Cloud, em abril de 2025. A solução foi desenvolvida para atender empresas de diferentes portes, incluindo startups e PMEs.
A plataforma reúne soluções próprias e parcerias com empresas globais de nuvem, como AWS, Oracle e Huawei. Segundo a Claro empresas, a proposta é oferecer uma experiência multicloud, com integração entre provedores, uso dos datacenters da companhia e ferramentas de gestão em uma única interface.
Para as PMEs, a iniciativa busca reduzir barreiras de entrada em tecnologias mais avançadas. A plataforma conta com interface única, ambiente pré-configurado, camadas adicionais de segurança e recursos de acompanhamento de custos.
A previsibilidade de gastos aparece como um diferencial — especialmente para empresas que não contam com estruturas internas robustas de tecnologia.
Para Roberta Godoi, a digitalização das PMEs brasileiras é um caminho sem volta, mas que exige suporte contínuo. “Nosso papel é garantir que a tecnologia não seja um obstáculo, mas a alavanca para que o empreendedor foque no que realmente importa: o crescimento do seu negócio”, pontua.
A aposta da Claro Empresas é que a transformação digital avance menos pela contratação isolada de ferramentas e mais pela integração entre conectividade, nuvem, segurança e suporte consultivo. Ao levar esse discurso para casos reais do Choque de Gestão, a companhia busca tangibilizar seu novo posicionamento: tecnologia só ganha valor quando resolve problemas concretos da operação.