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Vamos dobrar o comércio com o Brasil, diz chanceler da Alemanha

Friedrich Merz reforçou proposta lançada pela CNI e diz que acordo do Mercosul ajudará nesse avanço

Friedrich Merz: "o comércio com o Brasil ainda é pouco". ( Sean Gallup/Getty Images)

Friedrich Merz: "o comércio com o Brasil ainda é pouco". ( Sean Gallup/Getty Images)

Rafael Balago
Rafael Balago

Repórter de internacional e economia

Publicado em 20 de abril de 2026 às 06h34.

Última atualização em 20 de abril de 2026 às 06h58.

Hannover - O chanceler (equivalente a primeiro-ministro) da Alemanha, Friedrich Merz, disse nesta segunda-feira, 20, que seu país poderá dobrar o volume de comércio entre as duas nações nos próximos anos.

"O comércio com o Brasil ainda é pouco. Concordo com o senhor Alban e vamos dobrar o volume do comércio", afirmou Merz, em discurso na abertura do Encontro Econômico Brasil-Alemanha realizado em Hannover.

Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), fez um discurso antes de Merz e defendeu o aumento das transações.

O comércio Brasil-Alemanha está em torno de US$ 21 bilhões ao ano e poderia chegar a US$ 40 bilhões, em cinco anos, defende a entidade.

Alban disse que medidas como um acordo para acabar com a bitributação entre os dois países, que pode ser fechado nas reuniões desta segunda, ajudará nesse objetivo.

"A inexistência de um instrumento dessa natureza tem desestimulado os investimentos bilaterais", disse Alban.

Defesa do Acordo UE-Mercosul

Em sua fala, Merz disse que o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul ajudará a avançar os negócios. O tratado entra em vigor em 1º de maio.

"É uma boa notícia que o Acordo com o Mercosul entrará em vigor no dia 1º de maio. Não podemos voltar neste caminho traçado. Apoiamos o processo de ratificação. Ele precisa ser concluído o mais rápido possível", disse Merz.

Em seguida, o chanceler apontou três áreas mais promissoras para avanços nos negócios com o Brasil: a automação industrial, os minerais críticos e as energias renováveis.

"O mercado brasileiro é atraente para empresas alemãs que atuam em automação", disse Merz. "O Brasil tem grande potencial em terras raras. A Alemanha importa US$ 3 bilhões por ano em matérias-primas do Brasil .A Alemanha está preparada para incrementar essa relação", afirmou.

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