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FMI aprova liberação de mais US$ 1 bi para a Argentina após revisar programa de crédito

Avaliação do conselho executivo da instituição foi favorável ao andamento do plano econômico argentino

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 22 de maio de 2026 às 16h09.

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou nesta quinta-feira, 22, a liberação de mais US$ 1 bilhão para a Argentina dentro do programa de financiamento fechado há um ano, que prevê um total de US$ 20 bilhões em recursos ao país.

A autorização ocorreu após a conclusão da segunda revisão do Acordo de Facilidades Estendidas (EFF), modalidade de crédito do FMI destinada a economias com desequilíbrios estruturais e dificuldades de longo prazo. A avaliação do conselho executivo da instituição foi favorável ao andamento do plano econômico argentino.

De acordo com o Fundo, mesmo diante de um ambiente econômico interno e externo mais complexo, a implementação do programa “permaneceu sólida”, resultado de medidas fiscais e monetárias classificadas como prudentes pela entidade.

Embora a Argentina tenha ficado abaixo da meta estipulada para o acúmulo de reservas internacionais líquidas, o FMI afirmou que “a maioria dos critérios de desempenho e metas indicativas essenciais foi atingida”.

A diretora-gerente do organismo, Kristalina Georgieva, destacou os resultados “impressionantes” obtidos pela política econômica conduzida pelo presidente Javier Milei. Segundo ela, o país avançou no processo de estabilização macroeconômica e fortaleceu uma agenda voltada ao mercado.

O Fundo também indicou que o cenário atual exige capacidade de resposta rápida por parte do governo argentino, sobretudo diante de riscos domésticos e internacionais que podem afetar as metas previstas no acordo.

As medidas de ajuste fiscal implementadas por Milei incluíram redução de subsídios e cortes em programas sociais, o que provocou manifestações em diferentes regiões do país. Apesar disso, o governo ampliou sua sustentação política no Congresso ao longo do último ano.

Durante o mandato de Milei, a inflação anual desacelerou de 117% em 2024 para 31% em 2025. No mesmo período, a Argentina registrou superávit fiscal e aprovou mudanças estruturais, entre elas a reforma trabalhista, após fortalecer sua base de apoio parlamentar.

*Com informações da Agência AFP.

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