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Trump recebeu Prêmio da Paz da Fifa semanas antes de ataque à Venezuela

Premiação aconteceu durante o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026, no início de dezembro

Ação na Venezuela aconteceu menos de um mês após Trump receber o Prêmio da Paz da Fifa, em Washington (@rafaelribeirorio/CBF)

Ação na Venezuela aconteceu menos de um mês após Trump receber o Prêmio da Paz da Fifa, em Washington (@rafaelribeirorio/CBF)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 4 de janeiro de 2026 às 14h11.

Última atualização em 4 de janeiro de 2026 às 14h12.

No último sabado, 3, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou um "ataque em larga escala" contra a Venezuela. A operação resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Maduro está preso no Centro de Detenção Metropolitano (MDC, na sigla em inglês), em Nova York, no bairro do Brooklyn, e vai responder por quatro crimes, além de ser julgado por um tribunal americano.

A ação acontece menos de um mês depois de Trump ter recebido o Prêmio da Paz da FIFA, entregue em 5 de dezembro pelo presidente da entidade, Gianni Infantino, durante o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026, em Washington.

Foi a primeira edição da honraria, criada para reconhecer pessoas que, segundo a FIFA, "por meio de seu compromisso inabalável e ações especiais, contribuíram para unir pessoas em todo o mundo em paz".

"Em um mundo cada vez mais instável e dividido, é fundamental reconhecer a contribuição excepcional daqueles que trabalham arduamente para acabar com conflitos e unir as pessoas em um espírito de paz. [...] O futebol representa a paz e, em nome de toda a comunidade global do futebol, o Prêmio FIFA da Paz – O Futebol Une o Mundo reconhecerá os enormes esforços daqueles que unem as pessoas, trazendo esperança para as futuras gerações", disse o presidente da entidade, Gianni Infantino.

Ao receber o prêmio, Trump afirmou tratar-se de "uma das maiores honras" de sua vida e citou sua atuação em conflitos internacionais, como na África e no Sul da Ásia, além de esforços diplomáticos no Oriente Médio.

"Salvamos milhões e milhões de pessoas. O Congo é um exemplo disso. Mais de 10 milhões de pessoas morreram e outras tantas iriam morrer. Depois, temos a Índia, o Paquistão e tantas outras guerras que conseguimos acabar. E outras que terminamos antes mesmo de começarem. Conseguimos fazer isso. Quero agradecer a todos. O mundo é mais seguro agora. Os Estados Unidos não estavam muito bem há um ano, mas agora posso dizer que somos o país mais na moda do mundo. Obrigado", disse o presidente dos EUA.

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"O senhor certamente merece o primeiro Prêmio da Paz da FIFA por sua atuação, por tudo o que conquistou, e o fez de uma maneira incrível. O senhor sempre poderá contar, Sr. Presidente, com o meu apoio, com o apoio de toda a comunidade do futebol para ajudá-lo a construir a paz e fazer o mundo prosperar em todo o planeta", afirmou o presidente da FIFA.

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