Repórter
Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 06h17.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 26, que teve uma “muito boa conversa telefônica” com o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, e que há “muito progresso” para reduzir a tensão na cidade após a morte de um cidadão americano baleado por agentes federais de imigração.
Em publicação na rede Truth Social, Trump disse que a ligação com o prefeito democrata foi “muito produtiva” e indicou avanço nas negociações para conter a crise local. Segundo o presidente, o chamado “czar da fronteira”, Tom Homan, se reunirá nesta terça-feira, 27, com Frey “para continuar a conversa”.
Mais cedo, Trump anunciou o envio de Homan a Minneapolis como interlocutor único do governo federal na região, substituindo o comandante da Patrulha de Fronteira, Greg Bovino. A decisão foi interpretada por autoridades locais como um sinal de que Washington pretende reduzir a intensidade das operações migratórias iniciadas há cerca de três semanas na maior cidade de Minnesota.
As conversas ocorrem após a morte de Alex Pretti, baleado por agentes da Patrulha de Fronteira, no segundo episódio desse tipo registrado recentemente em Minneapolis. Em 7 de janeiro, Renée Good também morreu após ser atingida por disparos de um agente de imigração, o que ampliou protestos e críticas à atuação federal.
Trump também conversou por telefone nesta segunda-feira com o governador de Minnesota, Tim Walz, afirmando que ambos estão “na mesma sintonia”, apesar dos frequentes ataques do presidente ao democrata, que foi candidato a vice-presidente nas eleições de 2024.
Walz declarou que Trump se comprometeu a avaliar a redução do número de agentes federais no estado e a melhorar a coordenação das operações, concentrando ações contra imigrantes ilegais procurados por crimes violentos. O governador reiterou ainda a necessidade de investigações imparciais sobre as mortes de Pretti e Good.
Apesar do tom conciliador, Jacob Frey tem sido alvo recorrente de críticas de Trump e de integrantes de sua administração, especialmente por sua postura crítica às ações federais de imigração. A abertura de diálogo direto com o prefeito e o governador marca uma inflexão no discurso do presidente, diante do aumento da pressão política e social após os episódios fatais.
As autoridades locais seguem cobrando transparência nas investigações e mudanças concretas na condução das operações, enquanto o governo federal tenta conter o desgaste político provocado pela atuação dos agentes em Minneapolis.
*Com informações da EFE