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Trump diz que não precisa do Congresso para impor tarifas

Na sexta-feira, a Suprema Corte americana determinou que o presidente não tem autoridade para impor tarifas gerais, limitando a política tarifária adotada pela Casa Branca

Donald Trump: o republicano afirmou agora que não precisa retornar ao Congresso para obter autorização para impor tarifas (Doug Mills/AFP)

Donald Trump: o republicano afirmou agora que não precisa retornar ao Congresso para obter autorização para impor tarifas (Doug Mills/AFP)

Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 12h10.

Última atualização em 23 de fevereiro de 2026 às 12h26.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar a Suprema Corte americana e elevou o tom contra países estrangeiros em duas novas publicações feitas na manhã desta segunda-feira, 23, na rede Truth Social.

Após já ter classificado a decisão do tribunal como “ridícula” e “estúpida”, o republicano afirmou agora que não precisa retornar ao Congresso para obter autorização para impor tarifas e ameaçou aplicar taxas ainda mais altas a países que tentarem “jogar” com o entendimento da Corte.

“Como presidente, não preciso voltar ao Congresso para obter aprovação de tarifas. Isso já foi concedido, de várias formas, há muito tempo”, escreveu Trump.

Ele acrescentou que esses poderes teriam sido “reafirmados” pela decisão da Suprema Corte, que ele voltou a classificar como “ridícula e mal elaborada”.

Na sexta-feira, a Suprema Corte americana determinou que o presidente não tem autoridade para impor tarifas gerais, limitando a política tarifária adotada pela Casa Branca.

Ameaça de tarifas mais altas a outros países

Em outra publicação, Trump afirmou que qualquer país que queira “jogar” com a decisão da Corte, especialmente aqueles que, segundo ele, “exploraram” os Estados Unidos por anos ou décadas, enfrentará tarifas “muito mais altas” e até “piores” do que as recentemente acordadas.

O presidente voltou a afirmar que a decisão do tribunal teria, “acidental e involuntariamente”, ampliado seus poderes, permitindo o uso de licenças para adotar medidas que classificou como “absolutamente terríveis” contra países estrangeiros.

Trump também reiterou que a Corte teria aprovado todas as demais tarifas já existentes, que, segundo ele, poderiam ser utilizadas de forma “muito mais poderosa e desagradável, com certeza legal”.

Ataques à Suprema Corte

Nas novas publicações, o presidente voltou a se referir ao tribunal em letras minúsculas, dizendo que faz isso “por completa falta de respeito”.

Ele acusou a Corte de ter feito “um grande trabalho para as pessoas erradas” e afirmou que os ministros deveriam se envergonhar, com exceção dos “Great Three”, sem detalhar a quem se referia.

Trump ainda mencionou a 14ª Emenda da Constituição dos EUA e sugeriu que o tribunal poderia, no futuro, decidir a favor da China e de outros países em temas como cidadania por nascimento. Segundo ele, isso tornaria outras nações “felizes e ricas”.

Ao final, repetiu seu slogan de campanha: “MAKE AMERICA GREAT AGAIN!”.

*Com informações da AFP

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